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Analistas de mercado projetam um início de ano morno para o BB, com lucro e rentabilidade mais baixos que os já entregues em trimestres anteriores
Depois de Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) terem divulgado resultados parrudos no primeiro trimestre de 2025, os olhares se voltam nesta quinta-feira (15) para o Banco do Brasil (BBAS3). O BB publica seu balanço de janeiro a março hoje, após o fechamento dos mercados.
Porém, diferentemente dos seus pares, analistas projetam um início de ano morno para o BB, com lucro e rentabilidade mais baixos que os já entregues pelo banco em trimestres anteriores.
Por exemplo, o consenso dos analistas de mercado compilado pela agência Bloomberg é de lucro líquido de R$ 9,108 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Se esta projeção se confirmar, será o único dos grandes bancos a registrar queda no lucro no 1T25.
Para efeito de comparação, no primeiro trimestre de 2024 o BB teve lucro líquido de R$ 9,3 bilhões, e no quarto trimestre de 2024, de R$ 9,58 bilhões.
O Goldman Sachs estima uma queda nos lucros recorrentes para R$ 9,2 bilhões. O motivo são os juros mais altos pressionando os custos de captação, com uma margem financeira líquida estável ante o trimestre anterior, apesar de um modesto crescimento no crédito.
Os analistas do Goldman Sachs ainda esperam uma contração no ROE (lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido, usado para medir a rentabilidade), para 19,5%, em comparação com 20,8% no 4T24 e 21,7% no 1T24.
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O motivo seriam provisões ligeiramente maiores, com o custo do risco subindo 10 pontos-base em relação ao trimestre anterior, para 3,5%, já que os NPLs (empréstimos não pagos) rurais “ainda podem apresentar alguma fraqueza”.
Ainda segundo o Goldman, as receitas de tarifas devem se contrair devido à sazonalidade do início de ano, mas tendo como contraponto as despesas operacionais mais baixas no mesmo período.
A XP também vê o NPL do Banco do Brasil pressionado pelo setor agro e levando a maiores provisões. Seus analistas projetam para o BB um lucro líquido recorrente de R$ 9,485 bilhões no primeiro trimestre de 2025, acima do consenso dos analistas da Bloomberg, com um ROE de 20,9%.
A recomendação do Goldmans Sachs para BBAS3 é neutra, com preço-alvo de R$ 29 em 12 meses. Já a XP tem recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 41. O JP Morgan tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 31 em dezembro.
O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco (ITUB4) somou R$ 11,1 bilhões no período. O montante corresponde a um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% contra o trimestre passado.
O resultado veio levemente acima das expectativas de analistas, que esperavam um lucro médio de R$ 11,073 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) atingiu a marca de 22,5%, aumento de 0,6 ponto percentual (p.p) na base anual e de 0,4 p.p em relação ao quarto trimestre de 2024.
Confira aqui mais detalhes sobre o balanço do Itaú Unibanco e também sobre a teleconferência de resultados do banco.
Em mais um passo na trajetória de recuperação, o Bradesco (BBDC4) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025.
A cifra corresponde a um avanço de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 8,6% frente ao trimestre passado.
O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que previa um lucro médio de R$ 5,308 bilhões entre janeiro e março deste ano, de acordo com estimativas compiladas pela Bloomberg.
Por sua vez, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) do Bradesco encerrou o trimestre a 14,4%.
Ou seja, alta de 4,2 ponto percentual (p.p) no trimestre e de 1,7 p.p na comparação anual, mas ainda aquém dos patamares de rentabilidade de pares privados como o Santander (SANB11).
Confira aqui mais detalhes sobre o balanço do Bradesco e também sobre a teleconferência de resultados do banco.
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