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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativas com novo lucro recorde e ROE de 27,1% no 2T25; ações saltam na B3

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

Camille Lima
Camille Lima
12 de agosto de 2025
6:07 - atualizado às 16:06
Escritório do BTG Pactual
Escritório do BTG Pactual. - Imagem: Divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) entregou mais um balanço forte no segundo trimestre de 2025, com um novo recorde de lucro líquido ajustado, que chegou a R$ 4,18 bilhões entre abril e junho. 

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A cifra corresponde a um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 24% contra o trimestre passado.

O montante também superou as expectativas dos analistas. O mercado previa uma média de R$ 3,660 bilhões para o trimestre, de acordo com estimativas compiladas pela Bloomberg.

"Esses números refletem nossa capacidade de geração de valor de forma consistente e a solidez do nosso modelo de negócios diversificado. Seguimos investindo na expansão e sofisticação de nossas plataformas, com foco contínuo em eficiência, disciplina de capital e na oferta completa de produtos e serviços aos nossos clientes", afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, em nota.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu a marca de 27,1% no trimestre. Trata-se de um avanço de 4,6 pontos percentuais (p.p) na comparação com o mesmo intervalo de 2024.

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A cifra veio bem acima do previsto pelo mercado, de 23,7%, de acordo com estimativas compiladas pelo Seu Dinheiro.

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Com o resultado, o BTG conseguiu superar os níveis de rentabilidade dos principais concorrentes privados, incluindo o Itaú Unibanco (ITUB4), que fechou o trimestre com um ROE de 23,3%.

Antes da divulgação dos resultados, o Itaú BBA já apostava que o BTG seria um "ponto fora da curva" positivo no mercado de capitais, com desempenho superior dos negócios com clientes e rentabilidade mais alta. 

Esse contraste se reflete nas expectativas dos analistas para a XP, que divulgará seus números na próxima segunda-feira (18), com previsões de lucros estáveis e perdas em várias frentes de negócio.

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Os papéis do BTG Pactual operam em forte alta na manhã desta terça-feira (12). Logo na abertura do pregão, as units BPAC11 saltaram 7,30%, liderando a ponta positiva do Ibovespa, a R$ 42,94.

Desde o início do ano, o banco de investimentos acumula valorização de 56% na B3.

O portfólio de crédito do BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual teve um desempenho sólido no segmento de crédito, com recordes em diversas frentes de negócios. 

A carteira de crédito do banco cresceu 22,1% no ano e 3,1% no trimestre, a R$ 237,9 bilhões. Segundo o BTG, o desempenho é explicado pela diversificação de ativos, qualidade de originação e níveis adequados de provisionamento.

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A receita total do banco atingiu a marca de R$ 8,3 bilhões no segundo trimestre de 2025, uma alta de 38% em relação ao mesmo período de 2024 e de 21% em relação ao trimestre anterior.

No crédito a empresas, a carteira de Corporate Lending & Business Banking teve uma receita de R$ 2,1 bilhões, alta de 9% no trimestre e de 37,3% no ano.

Já o portfólio de pequenas e médias empresas (PMEs) aumentou 22,4% no ano e manteve estabilidade no trimestre, para R$ 28,7 bilhões.

Enquanto isso, a Tesouraria do banco viu as receitas de Sales & Trading subirem 38% frente ao mesmo intervalo de 2024, para a máxima de R$ 1,91 bilhão.

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Enquanto isso, a área de Investment Banking viu as receitas dobrarem de um trimestre para o outro, com um avanço de 105,6% na base trimestral e de 40,2% na relação anual, para o maior patamar da história, de R$ 782,1 milhões.

A melhora na linha do resultado foi atribuída ao forte desempenho de M&A, além da recuperação da atividade no mercado de dívidas (DCM). "Apesar de um ambiente ainda desafiador, a área de ECM [mercado de ações] continua contribuindo positivamente para os resultados", escreveu o banco.

Outros destaques do balanço do 2T25

O BTG manteve o ritmo de expansão das franquias de clientes durante o trimestre, com uma captação líquida (NNM) de R$ 59 bilhões nas plataformas de Asset & Wealth Management. Com isso, o total de ativos sob administração (AuM/WuM) chegou a R$ 2,1 trilhões no fim de junho.

A área de gestão de fortunas (Wealth Management & Personal Banking) também entregou mais um trimestre recorde, com uma receita de R$ 1,24 bilhão no 2T25 e um total de R$ 1,05 trilhão em ativos (WuM) no segundo trimestre.

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Por sua vez, a plataforma de gestão de recursos (Asset Management) do BTG somou R$ 624,1 milhões em faturamento no trimestre. Já o total de ativos sob gestão (AuM) chegou a R$ 1,09 trilhão.

O Seu Dinheiro pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG.

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