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A liquidação do Banco Master levantou dúvidas sobre possíveis impactos no mercado corporativo. Veja o que é confirmado, o que é especulação e qual o risco real para cada companhia
A liquidação extrajudicial do Banco Master acendeu um alerta em boa parte do mercado — e, com ela, a busca por respostas sobre empresas que, em algum momento, estiveram ligadas ao conglomerado comandado por Daniel Vorcaro.
Algumas associações são claras e foram informadas ao mercado recentemente; outras, apenas mencionadas nos corredores. Há ainda casos em que as conexões são mais nebulosas e exigem um mergulho cuidadoso na estrutura societária, na composição dos fundos e no histórico de cada participação.
Porém, há uma instituição financeira que concentra praticamente todos os investimentos pessoais de Vorcaro: a holding Titan Capital, que se apresenta como “um agente transformador da economia”, atuando no desenvolvimento de negócios e na reestruturação de empresas. Segundo o site da holding, o portfólio é composto por mais de 30 companhias, com investimentos em setores como mineração, energia e turismo.
“A Titan Capital viabiliza negócios para empresas de todos os portes, promovendo capitalizações, aquisições, fusões e expansões em diversos segmentos. Do varejo à saúde, passando pela indústria e pelo setor de turismo, a companhia oferece um modelo sofisticado de investimentos para trajetórias sustentáveis de crescimento”, escreveu a Titan, no site da empresa.
Entre as investidas citadas na página da holding estão o Banco Master e suas subsidiárias, Banco Master de Investimento, banco Voiter, Will Bank, a Credcesta, e a Master Corretora.
Há ainda outras empresas que integram (ou já fizeram parte) do portfólio da Titan, algumas delas listadas em bolsa, como a Oncoclínicas (ONCO3), a Biomm (BIOM3), a Light (LIGT3), a Veste (VSTE3), a Alliança Saúde, antiga Alliar (ALLR3) e a Emae (EMAE4).
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Tem também outras companhias de capital fechado que outrora estiveram na carteira de Vorcaro, como:
A primeira empresa que conseguiu “se safar” da crise do Master é o Will Bank.
Isso porque, quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S.A, a intervenção se estendeu a algumas subsidiárias da instituição financeira: Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio.
Porém, o banco digital Will Bank, subsidiária do Banco Master, não estava na lista de intervenções. Isso significa que ele vai continuar operando, e deve honrar o vencimento de seus CDBs.
Nos últimos meses, surgiram notícias de que o apresentador Luciano Huck também estaria interessado na fintech. Porém, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do O’Globo, a EB Capital — gestora de Eduardo Melzer, que trouxe Huck para as mesas de negociações — optou em outubro por não seguir com o negócio.
Agora, há rumores no mercado financeiro de que o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, Mubadala Investment Company, estaria interessado em comprar o Will.
Entretanto, até o momento, não houve nenhuma divulgação oficial de proposta de compra.
O caso mais evidente é o da Oncoclínicas (ONCO3). Em outubro, a empresa confirmou oficialmente que parte relevante de seu caixa estava aplicada em CDBs do Banco Master — exatamente o risco antecipado pelo Seu Dinheiro em uma reportagem especial.
O que se sabe agora é que, após o aumento de capital que marcou a entrada do Master como acionista relevante em 2024, a Oncoclínicas investiu cerca de R$ 1 bilhão em títulos do banco — praticamente todo o seu caixa na época.
Quase um ano e meio depois, veio a confirmação da situação. No anúncio, a empresa informou ter estabelecido um cronograma de resgate dos valores, mas ainda mantinha R$ 478 milhões no Master, o que alimentava temores sobre o acesso efetivo a esses recursos.
O acordo previa 20 parcelas entre outubro de 2025 e maio de 2027. Porém, com a liquidação, o saldo venceu antecipadamente em novembro.
Além do impacto nas finanças da Oncoclínicas, os acionistas também sentiram o baque: as ações ONCO3 acumulam queda de 20% em 2025 e 90% desde o IPO, em 2021.
Uma empresa lembrada nas discussões sobre o Banco Master é a Biomm (BIOM3), fundada em 2001 e que se apresenta como a primeira e única empresa brasileira totalmente focada em biotecnologia na bolsa.
A Biomm esteve, até pouco tempo atrás, associada a Daniel Vorcaro.
Isso porque um fundo — do qual Daniel Vorcaro supostamente seria cotista — aparecia no quadro acionário da Biomm por meio da WNT Capital, gestora de recursos na qual o banqueiro é um dos principais investidores. O veículo de investimento chegou a deter cerca de 25% do capital da empresa, sendo o seu maior acionista.
Atualmente, essa fatia está nas mãos de um fundo chamado Cartago, listado entre as empresas do conglomerado prudencial do Master em um relatório de gerenciamento de risco do terceiro trimestre de 2024.
O que se sabe, porém, é limitado: os fundos são protegidos tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e não é possível identificar quem são seus cotistas.
Contudo, a empresa atualmente aparece listada como uma das empresas do portfólio da Titan Capital, a holding de Vorcaro.
Fontes próximas afirmam que, independentemente da origem dos recursos, esses acionistas nunca tiveram papel ativo na gestão da Biomm. A empresa, lembram, é de capital aberto, sem controlador definido — e, na prática, “totalmente independente”.
“Nunca houve relacionamento: nem conversas, nem reuniões, nem visitas. Não teve nenhum contato com Daniel, nem com o Banco Master”, disse uma pessoa com conhecimento direto da situação.
Ao Seu Dinheiro, a Biomm reforçou essa versão: a empresa afirmou que “não tem qualquer vínculo operacional ou comercial com o Banco Master ou com Daniel Bueno Vorcaro”.
Pouco depois de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master, a Biomm anunciou uma troca de liderança. O timing do processo de sucessão de CEO levantou especulações sobre uma possível relação entre as duas coisas.
Mas, segundo uma fonte, a mudança já vinha sendo negociada havia seis meses. “Você não arruma um CEO para uma farmacêutica do dia para a noite. Não tem como esse não ser um movimento muito planejado”, afirmou.
Em fato relevante enviado à CVM, a companhia destacou que a transição “reflete um movimento planejado e coerente com o atual momento estratégico”.
Veja a nota que a Biomm enviou ao Seu Dinheiro:
"A companhia, de capital aberto e pulverizado, tem conselheiros independentes e segue as regras da CVM e B3. Nunca houve nenhuma interferência por parte dos acionistas. No segmento de insulina glargina, detém a liderança com 39% de participação de mercado (3T25). No Sistema Único de Saúde (SUS), é fornecedora estratégica, responsável por cerca de um terço da demanda anual de insulina glargina. Um eventual movimento de retirada de qualquer dos acionistas não impacta a condução do negócio. A sucessão do CEO -- que permanece como Sênior Advisor -- é um processo natural, que foi planejado e estudado há mais dois anos pelo Conselho de Administração. A seleção resultou na escolha de um novo CEO qualificado para a posição, seguindo todos os critérios pré-estabelecidos pelo Conselho de Administração e incluiu um período de transição do CEO atual para o novo."
Outra empresa que ora ou outra é mencionada nas conversas sobre o Master é a Veste (VSTE3), antiga Restoque e dona de marcas como Dudalina, Le Lis e John John.
Procurada, a companhia afirmou que “não tem exposição ao Banco Master”. A empresa disse ainda que “não tem conhecimento de qualquer participação acionária relevante, direta ou indireta, detida pelo banco ou por pessoas relacionadas a ele atualmente”.
Mesmo assim, fontes de mercado afirmam que a Veste integrou o pacote de ativos de Daniel Vorcaro vendido ao BTG Pactual, em maio deste ano, no montante total de R$ 1,5 bilhão.
No site da Titan Capital, a holding afirma que “em 2020, a Restoque enfrentava uma grave crise financeira” que a levou a pedir recuperação judicial e, durante esse processo, “a WNT Capital, gestora de recursos na qual Vorcaro é um dos principais investidores, converteu parte das dívidas em ações, resultando na aquisição de 56% da companhia”.
Em documento societário de 25 de junho, fundos geridos pela WNT apareciam com 49,5% da empresa. Após a venda dos ativos de Vorcaro para o BTG, o banco de André Esteves passou a figurar no quadro acionário da Veste como o seu maior acionista, com 49,7%.
Há também relatos de receios sobre possíveis investimentos passados da empresa em ativos do Master, levando em conta remunerações elevadas do caixa — uma preocupação semelhante à que marcou o caso da Oncoclínicas. Nada disso, porém, foi confirmado oficialmente.
Questionada sobre uma eventual ligação anterior com o Master, a Veste preferiu não comentar sobre o tema.
Outra empresa que já pertenceu ao conglomerado comandado por Daniel Vorcaro é a Metalfrio.
Fontes afirmaram ao Seu Dinheiro que o Master deteve, no passado, uma pequena participação na companhia, mas sem qualquer papel na gestão.
Essa fatia, porém, também foi vendida ao BTG Pactual em meio ao processo de venda de ativos de Vorcaro.
Segundo apuração da reportagem, ao contrário da Oncoclínicas, a Metalfrio não tinha investimentos em ativos do Master, o que limitaria eventuais impactos decorrentes da liquidação do banco.
"Eles não tinham nenhum CDB, e o que tinha de participação foi vendido em setembro”, disse uma pessoa próxima à situação.
Hoje, o BTG detém cerca de 33% da Metalfrio. Outro nome relevante no quadro societário é o empresário Marcelo Faria de Lima, que possui 34% da empresa e também preside o conselho da Veste.
A Emae (EMAE4), que tem o empresário Nelson Tanure entre os sócios e foi comprada pela Sabesp, também confirmou ter CDBs emitidos pelo Letsbank, do Banco Master, instituição igualmente liquidada.
A empresa é responsável pela geração de energia elétrica e pelo controle de cheias em São Paulo.
Segundo fonte próxima, menos de 4% do ativo da empresa estavam alocados nesses títulos. Porém, além da cobertura limitada do Fundo Garantidor de Crédito (FGC; de apenas R$ 250 mil), os papéis não têm garantias específicas e seguem o regime padrão da liquidação extrajudicial.
A Emae afirma que "sua capacidade operacional não foi impactada e que mantém posição de caixa suficiente para fazer frente às suas obrigações e ao curso normal de seus negócios".
A Cedae, concessionária de saneamento do Rio de Janeiro, também registrou problemas com CDBs do Master.
Ao solicitar resgate parcial da aplicação, a empresa recebeu aviso de que a liquidação extrajudicial do banco de Vorcaro impedia o processamento.
A Cedae informou ainda que "o pagamento do resgate se encontra suspenso”. Agora, a empresa afirma que deverá habilitar crédito junto ao liquidante nomeado pelo Banco Central.
Após questionamentos da CVM, a Light (LIGT3), empresa de distribuição de energia do Rio de Janeiro, afirmou que não possui aplicações financeiras, negócios em andamento ou exposição relevante ao Banco Master.
Em comunicado, a Light — em recuperação judicial — afirmou que não mantém qualquer relação comercial, operação financeira ou aplicação ligada ao Banco Master ou a instituições associadas ao conglomerado.
A companhia ressaltou ainda que suas Informações Financeiras Trimestrais referentes ao terceiro trimestre de 2025, divulgadas em 13 de novembro, já indicavam a inexistência de investimentos relacionados ao banco.
Ainda assim, a empresa segue mencionada no site da Titan como uma das investidas da holding de Daniel Vorcaro.
Outras empresas citadas
Outra empresa citada como um dos ativos do Banco Master que seriam vendidos ao Banco de Brasília (BRB) se o Banco Central tivesse aprovado o negócio é a BeFly.
No site da Titan, a BeFly aparece como um dos “cases de sucesso” da holding, que afirma ter apoiado, por meio do Banco Master, o empresário mineiro Marcelo Conen a resgatar a agência de viagens Belvitur, que deu origem à BeFly poucos anos depois.
No entanto, a companhia já afirmou no passado recente que o Master não fazia parte de seu quadro societário.
À reportagem, a BeFly disse que não comentaria “temas relacionados a terceiros”.
Por sua vez, o Jeitto informou que a relação atual com o Banco Master é "exclusivamente por meio de um FIDC [fundo de investimento em direitos creditórios] que, inclusive, já está em processo de liquidação. O banco nunca teve qualquer influência na gestão da companhia". A empresa também destacou que "nunca houve exclusividade nessa relação", uma vez que financia sua operação por meio de diversos veículos e investidores.
Já a assessoria do Hotel Fasano afirmou que "o Daniel [Vorcaro] não tem nenhum relacionamento/vínculo com o Grupo Fasano" e que a informação de que integraria o portfólio da holding do banqueiro "está desatualizada há muito tempo". O prédio do hotel também foi listado pela imprensa especializada como um dos ativos de Vorcaro vendidos ao BTG.
O Seu Dinheiro tentou contato com as demais empresas que integram o portfólio da Titan Capital, mas não conseguiu acesso a canais de atendimento ou não obteve retorno até o momento de publicação desta matéria. O espaço fica aberto para as companhias.
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