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NEGOCIAÇÃO BILIONÁRIA

BTG Pactual (BPAC11) compra R$ 1,5 bilhão em ativos de Daniel Vorcaro, e recursos serão usados para capitalizar o Banco Master

Operação faz parte do processo da venda do Master para o BRB e inclui a compra de participações na Light (LIGT3) e no Méliuz (CASH3)

Imagem: Divulgação/Montagem Seu Dinheiro

O BTG Pactual (BPAC11) informou na noite desta terça-feira (27) que comprou ativos de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, numa transação estimada em R$ 1,5 bilhão. Entre os ativos negociados, encontram-se imóveis e ativos financeiros, incluindo participações acionárias em empresas como Light (LIGT3) e Méliuz (CASH3).

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Em comunicado ao mercado protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BTG diz que "assinou documentos privados definitivos para aquisição" de 56.529.865 ações da Light, totalizando 15,17% do capital social da companhia, e de 7.078.411 ações do Méliuz, indiretamente por meio da cessão de cotas de fundo de investimento, totalizando 8,12% do capital social da companhia.

No documento, o BTG informou ainda que essas aquisições não implicam alteração de controle ou na governança em nenhuma das duas companhias, estão alinhadas à estratégia de investimento do banco, têm como finalidade apenas a realização de operações financeiras e não têm o objetivo de alcançar qualquer participação acionária em particular.

O banco esclareceu ainda que tais aquisições foram realizadas "no contexto de uma transação mais ampla", que inclui a aquisição de outros ativos detidos direta ou indiretamente por Daniel Vorcaro, como imóveis, créditos, direitos creditórios e outras ações listadas em percentuais inferiores a 5% de participação, além de participações societárias privadas.

Segundo o Brazil Journal, que antecipou a notícia, fazem parte da lista de ativos vendidos ao BTG o prédio do Hotel Fasano Itaim e ações da Hapvida (HAPV3).

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Operação tem objetivo expresso de capitalizar o Banco Master

A operação, diz o comunicado do BTG, foi acompanhada e anuída pelo Banco Central e pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tendo Vorcaro, na condição de controlador do Banco Master, assumido o compromisso de disponibilizar os recursos para o próprio Master.

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Em nota, o Banco Master confirma que a operação faz parte do processo de venda de ações para o BRB (Banco de Brasília) e que a operação tem como objetivo capitalizar o Banco Master.

BTG não está adquirindo participação no Master

O BTG ressaltou em seu comunicado que a transação não inclui aquisição de participação no próprio Banco Master.

"Ressalta-se que a operação não inclui qualquer participação societária do BTG Pactual no Master ou em qualquer sociedade por este detida, controlada ou veículos de investimento que integrem o seu conglomerado prudencial, tampouco teve quaisquer destes como contraparte", diz o documento protocolado na CVM.

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O comunicado diz ainda que a conclusão e o fechamento da operação estão sujeitos à verificação de condições precedentes, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para algumas das transações.

A venda do Master para o BRB

O BRB vem negociando a compra de uma fatia no Banco Master por R$ 2 bilhões desde março, numa operação que tem sido repleta de polêmica e chegou a ser barrada pela Justiça.

A operação ganhou ares de resgate de um banco em dificuldades, uma vez que o Master ficou conhecido no mercado por seu perfil de investimentos arriscado e captação de recursos via Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com remuneração muito acima da média de mercado.

O banco passou a ter dificuldade de honrar esses pagamentos, e seus ativos entraram na mira não só do BRB, como do BTG, dos irmãos Batista e dos fundos Patria e Latache.

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*Matéria em atualização

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