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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

SAIA JUSTA

Apple avalia aumentar preço da nova linha de iPhones enquanto evita apontar o verdadeiro “culpado”

Segundo o jornal The Wall Street Journal, a Apple quer justificar possível alta com novos recursos e mudanças no design dos smartphones a serem lançados no outono dos EUA

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
12 de maio de 2025
17:23
Apple
Fachada de uma loja da Apple - Imagem: Divulgação/Apple

Parece que o sonho de ter um iPhone pode ficar mais caro em breve. A Apple está avaliando um aumento de preços para sua linha de iPhones prevista para o outono, segundo o jornal The Wall Street Journal (WSJ) nesta segunda-feira (12).

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O motivo da alta nos preços? A introdução de novos recursos e mudanças no design dos smartphones, conforme pessoas familiarizadas com o assunto. Ao menos é o que a Apple alega. 

A empresa criada por Steve Jobs tenta evitar atribuir a alta de preços às tarifas dos EUA sobre produtos vindos da China. O Gigante Asiático é responsável pela montagem da maioria dos dispositivos da Apple.

Para a sorte da empresa, Estados Unidos e China anunciaram hoje uma trégua de 90 dias na guerra comercial e concordaram em reduzir suas respectivas tarifas durante o período.

O anúncio parece ter empolgado os investidores após meses em que a Apple foi “penalizada” pelas tensões entre os dois países.

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Por volta das 16h20, as ações da Apple (AAPL) listadas na Nasdaq saltavam 6,25%, sendo negociadas a US$ 210,65. No acumulado do ano, no entanto, a empresa registra queda de 15,96%.

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Já os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Apple (AAPL34), listados na B3, acumulavam alta de 7,13% no intradia, em torno de R$ 59,94. No cenário brasileiro em 2025, porém, o desempenho ainda é negativo, com queda de 20,08%.

  • É importante lembrar que os BDRs são certificados que representam ações emitidas por empresas listadas em bolsas de outros países.

Apple evita falar em tarifas e seus impactos sobre os preços

Segundo o WSJ, a Apple tenta manter em sigilo os efeitos diretos das tarifas sobre os preços dos iPhones.

Na divulgação dos resultados do primeiro semestre deste ano, o CEO Tim Cook começou a detalhar as estratégias da empresa para lidar com a guerra comercial. A principal delas foi o anúncio de que a maioria dos iPhones enviados para os EUA, entre abril e junho, viria da Índia.

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Cook também afirmou que as políticas tarifárias em vigor devem gerar um custo adicional de cerca de US$ 900 milhões neste trimestre — e que esse impacto pode crescer nos meses seguintes.

Apesar disso, os modelos mais lucrativos da Apple, como o iPhone Pro e o Pro Max, continuarão sendo produzidos majoritariamente na China, devido à capacidade das fábricas locais de atender às exigências de escala e qualidade da empresa.

Trégua comercial termina antes do lançamento da nova linha da Apple

Nesta segunda-feira, EUA e China anunciaram uma redução temporária das tarifas para 10%. Ainda segundo o WSJ, Trump isentou smartphones e alguns eletrônicos de uma tarifa “recíproca” separada sobre produtos chineses.

No entanto, permanece em vigor a tarifa de 20% imposta por Trump no início de seu segundo mandato, como retaliação ao papel da China no comércio de fentanil. Essa tarifa abrange, entre outros itens, os smartphones.

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O problema para a Apple é que a pausa de 90 dias termina antes do lançamento da tradicional linha de iPhones de outono, geralmente anunciada entre setembro e dezembro.

Se a empresa seguir seu cronograma habitual, os modelos de 2025 devem ser chamados de iPhone 17, de acordo com o WSJ.

A nova linha deve incluir um modelo mais fino, que substituiria o atual iPhone 16 Plus — vendido hoje por US$ 899 (cerca de R$ 5.100). Os preços atuais variam do iPhone 16 básico, a partir de US$ 799 (cerca de R$ 4.540), ao iPhone 16 Pro Max, que parte de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.810).

Apesar de avaliar aumento nos preços, nenhum indicativo de quanto seria o aumento dos preços foi noticiado.

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*Com informações do Wall Street Journal

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