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Não houve nenhuma notícia específica que desse algum gás para o BB, a não ser a percepção de que o banco não terá impactos com a Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
A ação do Banco do Brasil (BBAS3) tem alívio nesta segunda-feira (4), após o papel ter derretido quase 7% na última sexta-feira (1º).
Por volta das 15h15, o papel subia 2,51%, a 18,81%. Mais cedo, a ação chegou a saltar 3%, em dia também positivo para os bancos.
Não houve nenhuma notícia específica que desse algum gás para o BB, a não ser a percepção de que o banco não terá impactos com a Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na sexta, circularam rumores de que o banco poderia ser prejudicado, após notícia do jornal O Globo de que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro teria voltado a contatar o governo Trump pedindo o bloqueio total de contas de Moraes no Brasil, em dólar e em real.
O temor era de que pudesse haver alguma punição aos bancos brasileiros. Moraes possui conta do Banco do Brasil e recebe o seu salário por lá.
Apesar disso, analistas e gestores que conversaram com o Money Times dizem que o risco do BB ou algum banco brasileiro ser punido é baixo.
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No sábado (2), o ministro Cristiano Zanin foi sorteado como relator no STF de uma ação que tenta impedir instituições financeiras que atuam no Brasil de bloquearem contas bancárias de Moraes.
A ação foi protocolada na sexta-feira (1º) pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados.
Mesmo com o alívio de hoje, analistas continuam vendo um segundo trimestre difícil para o Banco do Brasil.
Segundo os números da instituição, o banco reportou lucro de R$ 500 milhões em maio, bem menor do que o reportado em abril, de R$ 1,7 bilhão. Trata-se de um tombo de 70% no mês e 85% no ano.
Projeções de analistas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido de R$ 5,279 bilhões para o período. O BB divulga seu balanço no próximo dia 14, após o fechamento do mercado.
Analistas do BTG Pactual, que haviam publicado relatório para o BB na véspera dos dados do BC, cortando previsões e reiterando cautela, citaram que, após os números de maio, suas novas projeções parecem otimistas.
“Levando em conta os resultados de abril e maio, seria necessário um forte salto em junho para fechar essa lacuna, o que parece improvável, especialmente diante da deterioração contínua da inadimplência no setor do agronegócio”, afirmaram.
“Ao multiplicar os números de abril e maio por 1,5 vez e ajustar pelas diferenças entre os dados do BC e os números reportados, estimamos um lucro de R$ 3,35 bilhões para o BB no segundo trimestre — 24% abaixo da nossa projeção.”
“Se anualizarmos essa estimativa de lucro do segundo trimestre junto com os números já divulgados no primeiro trimestre, o BB provavelmente apresentará um ROE (retorno sobre o patrimônio) abaixo de 10% em 2025”, estimou a equipe do BTG.
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