Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Drill, deal or die: o novo xadrez do petróleo sob o fogo cruzado das guerras e das tarifas de Trump

Promessa de Trump de detalhar um tarifaço a partir de amanhã ameaça bagunçar de vez o tabuleiro global

1 de abril de 2025
6:41
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA).
Donald Trump - Imagem: Official White House/Shealah Craighead

O segundo mandato de Donald Trump já conseguiu um feito notável: causar mais confusão geopolítica em dois meses do que em toda a sua primeira passagem pela Casa Branca — o que, convenhamos, não era tarefa trivial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se antes ele operava como um presidente transacional, contido por instituições internas e por líderes estrangeiros ainda dispostos a jogar o jogo diplomático, agora vem sem amarras, mais assertivo, e com disposição total para detonar o que restava da velha ordem internacional.

Não demorou muito para que qualquer ilusão de continuidade evaporasse.

A política externa americana deixou de ser apenas errática para se tornar francamente beligerante — e os aliados, especialmente a Europa, estão sentindo o baque.

A aliança transatlântica já vinha cambaleando. Agora, parece clinicamente morta. O que antes era desconfiança civilizada virou má vontade explícita. O tom azedou — e ninguém faz mais questão de esconder.

Enquanto isso, os mercados globais se preparam para o que Trump batizou de “Dia da Libertação”, amanhã, 2 de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O plano de Donald Trump: lançar uma nova leva de tarifas recíprocas.

Um espetáculo tarifário com potencial de bagunçar de vez o tabuleiro comercial global.

Leia Também

Os investidores, naturalmente, estão com os nervos à flor da pele.

A dúvida não é mais se as tarifas virão — isso já parece favas contadas.

A verdadeira incógnita agora é o tamanho do estrago.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fontes da própria Casa Branca já deixaram escapar que o Brasil está no radar, apesar dos malabarismos diplomáticos do governo brasileiro para parecer inofensivo, com direito a aceno tímido ao déficit comercial com os EUA como suposto escudo.

O Brasil na equação

Mas sejamos francos: Trump não lê planilhas, muito menos se deixa convencer por salamaleques protocolares. Se for conveniente bater no Brasil, ele vai bater — e com gosto, sem bilhete de aviso prévio.

Desde 2009, os EUA acumulam superávit comercial com o Brasil, que chegou ao auge em 2022 (US$ 13,9 bilhões), antes de despencar para US$ 1 bilhão em 2023 e míseros US$ 0,3 bilhão em 2024.

Em tese, isso reduziria a vulnerabilidade brasileira, já que os alvos preferenciais das ofensivas protecionistas americanas costumam ser países com grandes superávits. Mas há um porém.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil cobra tarifas médias de 5,8% sobre produtos americanos (diferente da  famigerada tarifa “de 12%”, que é uma média simples, sem ponderação por volume ou valor de importação) — um nível comparável a China e Índia, e bem mais salgado do que os praticados por Canadá e União Europeia.

Em contrapartida, produtos brasileiros enfrentam uma tarifa média de apenas 1,3% ao entrar nos EUA.

Fontes: BTG e World Trade Solution.

Incerteza corrói a confiança (de todos)

Seja como for, esse ambiente de incerteza corrosiva já vem minando a confiança de consumidores, empresários e investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um mundo racional, esse desaquecimento generalizado abriria espaço para cortes de juros. Mas o mundo não é mais racional — e tampouco normal.

A inflação subjacente segue teimosa, e as tarifas prometem adicionar combustível à fogueira acesa por Trump.

O Fed, claro, observa tudo com apreensão.

Se cortar juros agora, estimula a inflação. Se esperar demais, corre o risco de empurrar a economia para a estagflação.

Aliás, não é exagero dizer que essa ofensiva tarifária de Donald Trump pode ser a maior intervenção comercial desde a famigerada Smoot-Hawley — aquela mesma que ajudou a empurrar o mundo para a Grande Depressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou, então, pode não dar em absolutamente nada.

Trump adora encenação.

Talvez mude de ideia, adie, ou feche um acordo improvisado no último segundo. Mas até que isso aconteça, o mercado está pagando — caro — pela imprevisibilidade de Trump.

Como se não bastasse, Trump ainda resolveu agitar o tabuleiro energético global.

Agora, Trump ameaça aplicar “tarifas secundárias” sobre o petróleo russo — ou seja, penalizar diretamente os países que ainda compram barris de Moscou.

A medida vem disfarçada de pressão diplomática por um cessar-fogo, mas soa mais como retaliação com verniz moral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A cartada surgiu após a última proposta do Kremlin: colocar a Ucrânia sob tutela da ONU até que novas eleições sejam organizadas — uma ideia que, como era de se esperar, foi prontamente descartada por Washington.

A manobra de Putin é óbvia: testar os limites de Trump, tentando ver até onde ele está disposto a forçar a Europa a aliviar as sanções.

Só que brincar com Trump é sempre um jogo perigoso.

A imprevisibilidade que lhe dá força também o torna um risco difícil de calibrar. E se Moscou errar a mão, o troco pode vir mais duro do que o esperado. 

Com isso, o petróleo voltou a subir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brent já negocia acima de US$ 74, puxado pelo aumento do prêmio de risco.

Faz sentido: em janeiro, a demanda por petróleo nos EUA foi a maior desde que o dado passou a ser registrado, em 1963, segundo a Administração de Informações de Energia. E a produção caiu para o menor nível desde fevereiro de 2024. Um aperto de oferta e demanda, agravado por incerteza geopolítica.

O ouro também entrou no jogo: subiu mais de 1% na segunda-feira e fechou a US$ 3.122,8 por onça-troy — um novo recorde.

Em tempos de instabilidade, o metal sempre brilha, como voltei a falar recentemente neste espaço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não por acaso. Investidores estão fugindo do risco e buscando proteção. Além das tarifas, tensões no Oriente Médio e a crise na Ucrânia completam o cenário de aversão.

Em resumo, a quarta-feira (2) virou uma espécie de ponto de inflexão para os mercados globais: tarifas, petróleo e Rússia se combinam num coquetel inflamável.

Se vier o tarifaço completo, é o início de uma nova era de desglobalização forçada, com impacto direto nos preços, no comércio e na estabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FII favorito dos analistas, conflito no Oriente Médio, temporada de balanços e mais: veja o que agita os mercados hoje

7 de maio de 2026 - 9:07

Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Guerra do Irã — amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de maio de 2026 - 20:49

Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carteira recomendada para maio, resultados do Itaú e Bradesco, e o que mais move a bolsa hoje

6 de maio de 2026 - 8:57

Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia