Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Drill, deal or die: o novo xadrez do petróleo sob o fogo cruzado das guerras e das tarifas de Trump

Promessa de Trump de detalhar um tarifaço a partir de amanhã ameaça bagunçar de vez o tabuleiro global

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA).
Donald Trump - Imagem: Official White House/Shealah Craighead

O segundo mandato de Donald Trump já conseguiu um feito notável: causar mais confusão geopolítica em dois meses do que em toda a sua primeira passagem pela Casa Branca — o que, convenhamos, não era tarefa trivial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se antes ele operava como um presidente transacional, contido por instituições internas e por líderes estrangeiros ainda dispostos a jogar o jogo diplomático, agora vem sem amarras, mais assertivo, e com disposição total para detonar o que restava da velha ordem internacional.

Não demorou muito para que qualquer ilusão de continuidade evaporasse.

A política externa americana deixou de ser apenas errática para se tornar francamente beligerante — e os aliados, especialmente a Europa, estão sentindo o baque.

A aliança transatlântica já vinha cambaleando. Agora, parece clinicamente morta. O que antes era desconfiança civilizada virou má vontade explícita. O tom azedou — e ninguém faz mais questão de esconder.

Enquanto isso, os mercados globais se preparam para o que Trump batizou de “Dia da Libertação”, amanhã, 2 de abril.

O plano de Donald Trump: lançar uma nova leva de tarifas recíprocas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um espetáculo tarifário com potencial de bagunçar de vez o tabuleiro comercial global.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema da inadimplência, as eleições presidenciais e o que mais move os mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A economia começou a perder fôlego e a eleição vai sentir

Os investidores, naturalmente, estão com os nervos à flor da pele.

A dúvida não é mais se as tarifas virão — isso já parece favas contadas.

A verdadeira incógnita agora é o tamanho do estrago.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fontes da própria Casa Branca já deixaram escapar que o Brasil está no radar, apesar dos malabarismos diplomáticos do governo brasileiro para parecer inofensivo, com direito a aceno tímido ao déficit comercial com os EUA como suposto escudo.

O Brasil na equação

Mas sejamos francos: Trump não lê planilhas, muito menos se deixa convencer por salamaleques protocolares. Se for conveniente bater no Brasil, ele vai bater — e com gosto, sem bilhete de aviso prévio.

Desde 2009, os EUA acumulam superávit comercial com o Brasil, que chegou ao auge em 2022 (US$ 13,9 bilhões), antes de despencar para US$ 1 bilhão em 2023 e míseros US$ 0,3 bilhão em 2024.

Em tese, isso reduziria a vulnerabilidade brasileira, já que os alvos preferenciais das ofensivas protecionistas americanas costumam ser países com grandes superávits. Mas há um porém.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil cobra tarifas médias de 5,8% sobre produtos americanos (diferente da  famigerada tarifa “de 12%”, que é uma média simples, sem ponderação por volume ou valor de importação) — um nível comparável a China e Índia, e bem mais salgado do que os praticados por Canadá e União Europeia.

Em contrapartida, produtos brasileiros enfrentam uma tarifa média de apenas 1,3% ao entrar nos EUA.

Fontes: BTG e World Trade Solution.

Incerteza corrói a confiança (de todos)

Seja como for, esse ambiente de incerteza corrosiva já vem minando a confiança de consumidores, empresários e investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um mundo racional, esse desaquecimento generalizado abriria espaço para cortes de juros. Mas o mundo não é mais racional — e tampouco normal.

A inflação subjacente segue teimosa, e as tarifas prometem adicionar combustível à fogueira acesa por Trump.

O Fed, claro, observa tudo com apreensão.

Se cortar juros agora, estimula a inflação. Se esperar demais, corre o risco de empurrar a economia para a estagflação.

Aliás, não é exagero dizer que essa ofensiva tarifária de Donald Trump pode ser a maior intervenção comercial desde a famigerada Smoot-Hawley — aquela mesma que ajudou a empurrar o mundo para a Grande Depressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou, então, pode não dar em absolutamente nada.

Trump adora encenação.

Talvez mude de ideia, adie, ou feche um acordo improvisado no último segundo. Mas até que isso aconteça, o mercado está pagando — caro — pela imprevisibilidade de Trump.

Como se não bastasse, Trump ainda resolveu agitar o tabuleiro energético global.

Agora, Trump ameaça aplicar “tarifas secundárias” sobre o petróleo russo — ou seja, penalizar diretamente os países que ainda compram barris de Moscou.

A medida vem disfarçada de pressão diplomática por um cessar-fogo, mas soa mais como retaliação com verniz moral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A cartada surgiu após a última proposta do Kremlin: colocar a Ucrânia sob tutela da ONU até que novas eleições sejam organizadas — uma ideia que, como era de se esperar, foi prontamente descartada por Washington.

A manobra de Putin é óbvia: testar os limites de Trump, tentando ver até onde ele está disposto a forçar a Europa a aliviar as sanções.

Só que brincar com Trump é sempre um jogo perigoso.

A imprevisibilidade que lhe dá força também o torna um risco difícil de calibrar. E se Moscou errar a mão, o troco pode vir mais duro do que o esperado. 

Com isso, o petróleo voltou a subir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brent já negocia acima de US$ 74, puxado pelo aumento do prêmio de risco.

Faz sentido: em janeiro, a demanda por petróleo nos EUA foi a maior desde que o dado passou a ser registrado, em 1963, segundo a Administração de Informações de Energia. E a produção caiu para o menor nível desde fevereiro de 2024. Um aperto de oferta e demanda, agravado por incerteza geopolítica.

O ouro também entrou no jogo: subiu mais de 1% na segunda-feira e fechou a US$ 3.122,8 por onça-troy — um novo recorde.

Em tempos de instabilidade, o metal sempre brilha, como voltei a falar recentemente neste espaço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não por acaso. Investidores estão fugindo do risco e buscando proteção. Além das tarifas, tensões no Oriente Médio e a crise na Ucrânia completam o cenário de aversão.

Em resumo, a quarta-feira (2) virou uma espécie de ponto de inflexão para os mercados globais: tarifas, petróleo e Rússia se combinam num coquetel inflamável.

Se vier o tarifaço completo, é o início de uma nova era de desglobalização forçada, com impacto direto nos preços, no comércio e na estabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
13 de agosto de 2026 - 8:30
A mão de um robô humanóide quase toca na mão de um ser humano 12 de agosto de 2026 - 19:59

EXILE ON WALL STREET

Sex appeal à moda antiga

12 de agosto de 2026 - 19:59
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 11 de agosto de 2026 - 8:07

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A eleição entrou na curva de juros

11 de agosto de 2026 - 8:07
Homem de negócios segura uma pasta e sai por uma porta com uma placa escrito "Exit". A imagem tem luz avermelhada. 7 de agosto de 2026 - 7:12
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 5 de agosto de 2026 - 15:36
Imagem mostra, à esquerda, o prédio do Palácio do Planalto e, à direita, a sede do Banco Central 5 de agosto de 2026 - 8:09
Imagem mostra o prédio do banco central visto de baixo. o céu está bem azul com poucas nuvens ao fundo 4 de agosto de 2026 - 8:24
Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros 4 de agosto de 2026 - 7:20

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Juros: o corte que cabe e o corte que custa

4 de agosto de 2026 - 7:20
Imagem criada por inteligência artificial mostra uma fila de pessoas para usar um aparelho em uma academia. Homens e mulheres aguardam para usar o equipamento de crossover 3 de agosto de 2026 - 8:27
Aperto de mãos representando apoio entre amigos ou colegas de trabalho 2 de agosto de 2026 - 8:00
30 de julho de 2026 - 8:32
Microsoft 29 de julho de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Um olhar mais detalhado sobre as hyperscalers

29 de julho de 2026 - 20:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar