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Com a ajuda dos dados de inflação, o principal índice da B3 encerrou a segunda semana seguida no azul, acumulando alta de 1,93%
O Ibovespa (IBOV) teve um sextou animado e fechou o pregão de ontem em alta de 0,31%, aos 146.172 pontos. O principal índice da B3 chegou a ir além durante a sessão e encostou nos 147 mil pontos novamente, patamar que já havia alcançado no final de setembro.
A bolsa brasileira foi impulsionada por dados de inflação locais e dos Estados Unidos. Por lá, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro ampliou as expectativas de um novo corte nos juros norte-americano pelo Federal Reserve (Fed). Isso porque o indicador subiu 0,3% no mês, elevando a taxa de inflação anual para 3%, de acordo com o Bureau of Labor Statistics.
Já no Brasil, o IPCA-15 ampliou a festa e chamou o Ibovespa para dançar: a prévia da inflação ficou em 0,18%, a mais branda para outubro desde 2022, quando subiu 0,16%. Já os preços dos alimentos caíram pelo quinto mês consecutivo.
Com a ajuda dos dados de inflação, o Ibovespa encerrou a segunda semana seguida no azul, acumulando alta de 1,93% nos últimos cinco pregões. Já o dólar à vista (USBRL) terminou a R$ 5,3926 e teve recuo de 0,24% ante o real na semana.
Vale lembrar que os últimos dias também contaram com o avanço da temporada de balanços do terceiro trimestre e com o aumento das expectativas sobre negociações entre os presidentes Donald Trump e Lula sobre o tarifaço imposto aos produtos brasileiros.
No exterior, os investidores também seguiram acompanhando o shutdown do governo dos Estados Unidos, que se tornou a segunda maior paralisação da máquina pública norte-americana na história do país.
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Entre as ações que registraram ganhos na semana, foram os papéis da Vamos (VAMO3) que ocuparam os holofotes. A empresa liderou as altas da semana, com valorização de 13,22% nos últimos cinco pregões.
O bom desempenho de VAMOS3 veio na esteira da divulgação da prévia operacional do 3º trimestre de 2025, que mostrou receita líquida de R$ 1,5 bilhão, alta de 25,2% em relação ao mesmo período de 2024. A receita da indústria também cresceu 19,1%, somando R$ 99,5 milhões.
Mas não foi só a Vamos que brilhou. A Braskem (BRKM5) teve a segunda maior valorização, com ganhos de 12,94% na semana, impulsionada por resultados sólidos da Randoncorp e da Frasle Mobility, que registraram crescimento de 12,6% e 46,9% na receita, respectivamente.
Rumores sobre a venda da fatia da Novonor, com proposta de Nelson Tanure aprovada pelo Cade em setembro, também mantiveram o papel em destaque.
Em seguida, a Azzas (AZZA3) ficou em terceiro lugar, com alta acumulada de 12,93%. As ações foram impulsionadas por projetos de geração e distribuição de energia, incluindo iniciativas em fontes renováveis. O forte volume de negociações reforçou o interesse dos investidores.
Apesar do bom desempenho, o Citi revisou suas projeções de lucro antes de impostos (EBT) para 2025, 2026 e 2027, reduzindo as estimativas em 20%, 15% e 10%, respectivamente, devido à expectativa de menor desempenho nos segmentos de Calçados e Acessórios e na Hering/Democratic Apparel. A instituição projeta menor alavancagem operacional e redução das margens Ebitda nos próximos anos.
Confira as maiores altas do Ibovespa entre 20 e 24 de outubro:
| NOME | CÓDIGO | VARIAÇÃO SEMANAL |
|---|---|---|
| Vamos | VAMO3 | 13,22% |
| Braskem | BRKM5 | 12,94% |
| Azzas 2154 | AZZA3 | 12,93% |
| Cogna | COGN3 | 10,83% |
| Yduqs | YDUQ3 | 10,69% |
| MRV | MRVE3 | 10,39% |
| Hypera | HYPE3 | 7,89% |
| Direcional | DIRR3 | 7,88% |
| CVC | CVCB3 | 7,19% |
| Embraer | EMBR3 | 7,16% |
Já entre as empresas lanterninhas do Ibovespa na semana, a Fleury (FLRY3) foi destaque. A empresa liderou as quedas com um recuo acumulado de 7,25%, em meio às incertezas sobre as negociações com a Rede D’Or.
A companhia confirmou negociações com o grupo de hospitais, mas, no dia seguinte, a Rede D’Or negou as informações e disse que as conversas iniciais com a rede de laboratórios foram “infrutíferas”, não resultando em qualquer evolução relevante sobre termos, preço, condições ou outros aspectos de uma eventual transação entre as companhias.
Após a sinalização do grupo, o JP Morgan cortou a recomendação para as ações do Fleury (FLRY3) de overweight (equivalente à compra) para underweight (equivalente à venda).
Em seguida, a Brava Energia (BRAV3) registrou a segunda maior queda, com uma desvalorização acumulada de 4,99%, após anunciar mudanças na estrutura organizacional e no alto escalão.
A reestruturação inclui a consolidação da diretoria financeira e a saída dos executivos Rodrigo Pizarro e Pedro Medeiros. O CEO Décio Oddone assumirá interinamente as funções financeiras.
Já o terceiro pior desempenho foi das ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que caíram 4,32% após o pedido de renúncia do CEO Marcelo Pimentel. Rafael Russowsky assumiu interinamente o cargo, acumulando as funções de finanças e relações com investidores.
Confira as maiores quedas do Ibovespa entre 20 e 24 de outubro:
| NOME | CÓDIGO | VARIAÇÃO SEMANAL |
|---|---|---|
| Fleury | FLRY3 | -7,25% |
| Brava Energia | BRAV3 | -4,99% |
| GPA | PCAR3 | -4,32% |
| MBRF | MBRF3 | -4,08% |
| São Martinho | SMTO3 | -3,88% |
| Magazine Luiza | MGLU3 | -3,81% |
| Assaí | ASAI3 | -2,26% |
| Ambev | ABEV3 | -2,10% |
| Engie | EGIE3 | -1,97% |
| Banco do Brasil | BBAS3 | -1,82% |
*Com informações da Agência TradeMap e MoneyTimes.
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