Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

RISCO E OPORTUNIDADE

Petróleo a US$ 130 e Petrobras (PETR4) nas alturas? Como a guerra entre Israel e Irã após o ataque histórico dos EUA mexe com seu bolso

Casas de análise e especialistas dão pistas do que pode acontecer com os mercados a partir desta segunda-feira (23), quando as negociações são retomadas; confira os detalhes

Carolina Gama
22 de junho de 2025
16:49 - atualizado às 13:54
Petróleo Opep
Imagem: Shutterstock

A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. No mercado financeiro, a diferença entre o risco e a oportunidade também — neste caso, uma boa dose de coragem e uma análise cautelosa fazem parte da receita para sobreviver à escalada da guerra entre Israel e Irã, que promete sacudir as bolsas mundo afora. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na linha de frente desse combate está o petróleo. A commodity saiu da casa dos US$ 60 para os US$ 75 o barril desde que os ataques entre os dois países começaram, em 13 de junho. Agora que os EUA se envolveram no conflito, atacando três instalações nucleares iranianas no sábado (21), a tendência é de que os preços disparem. 

E o gatilho para esse salto vem de uma região entre o Irã e Omã: o famoso Estreito de Ormuz — uma importante rota marítima pela qual passam pelo menos 20% do petróleo negociado no mercado internacional. 

Neste domingo (22), o parlamento iraniano aprovou o fechamento da passagem como resposta aos ataques dos EUA no dia anterior. A decisão final, no entanto, cabe ao Conselho Supremo de Segurança Nacional, e até a publicação dessa matéria não havia sido tomada. Não há prazo para que isso aconteça. 

Mas os estragos da medida sem precedentes já foram sido calculados. Na semana passada, o JP Morgan estimou que o petróleo pode atingir US$ 130 o barril em cenários de escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente se houver interrupção no Estreito de Ormuz. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ocasião, o banco norte-americano manteve a previsão base para 2025 de preços do barril em uma faixa entre US$ 60 e US$ 70. 

Leia Também

A SEB Research afirmou em nota que qualquer fechamento do estreito ou transbordamento para outros produtores regionais "aumentaria significativamente" os preços do petróleo, mas indicou que via esse cenário como um risco de cauda, ​​e não como um cenário base, dada a dependência da China do petróleo bruto do Golfo.

A Eurasia, por sua vez, vê apenas 20% de chance de que o Irã responda ao ataque dos EUA com o fechamento do Estreito de Ormuz. Em relatório, a consultoria explica que os norte-americanos mantêm forte presença militar na região e uma ofensiva persa ameaçaria deflagrar uma resposta ainda mais significativa.

Petrobras (PETR4) pode se dar bem nessa

Desde que os ataques entre Israel e Irã começaram, a Petrobras (PETR4) se destacou na bolsa — não é muito difícil de imaginar que preços mais altos do petróleo são positivos para a estatal, já que implica no aumento das receitas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o analista da Empiricus Research, Ruy Hungria, chama atenção para um outro detalhe importante nesse movimento de preços: os dividendos.

“Essa alta do petróleo é mais do que uma simples valorização; ela afasta riscos um pouco mais sérios relacionados à geração de caixa e dividendos”, diz Hungria em sua última coluna publicada no Seu Dinheiro e que você pode conferir aqui

Segundo ele, mesmo com todos os receios envolvendo tarifas, desaceleração dos EUA e da China e aumento de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o petróleo conseguiu se manter acima dos US$ 60 o barril, portanto, o conflito aumenta a convicção de que esse suporte será respeitado, e que petroleiras como Petrobras e Prio (PRIO3) continuarão gerando caixa e pagando dividendos interessantes.

Por que os JUROS no BRASIL estão ALTOS? Saiba os PRINCIPAIS FATORES que influenciam as TAXAS

Israel x Irã: para as bolsas, a história é outra

Para as bolsas, a narrativa da escalada da guerra entre Israel e Irã é outra: a tendência é de que os investidores fujam dos ativos de risco e busquem abrigo em ativos considerados porto seguro como ouro e dólar. E o Ibovespa não deve escapar desse movimento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um sinal do que pode acontecer a partir desta segunda-feira (23) veio das criptomoedas, que despencaram neste domingo (22). 

O bitcoin (BTC), por exemplo, perdeu a marca dos US$ 100 mil, enquanto o ethereum (ETH) acumulava queda de 15% no início da tarde de hoje. 

Mohamed El-Erian, um dos economistas mais renomados do mundo, comentou mais cedo sobre o que pode acontecer nas bolsas globais depois que os EUA realizaram um ataque histórico contra três instalações nucleares iranianas. 

“Muito pode acontecer nas próximas 24 horas, assim como aconteceram nas últimas 24 horas. Se os mercados estivessem abertos agora, provavelmente veríamos um salto nos preços do petróleo, ações em queda e ouro em alta”, disse El-Erian  em seu perfil no X.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com ele, a perspectiva para os yields (rendimentos) dos títulos de dívida do governo dos EUA é menos clara — uma mudança notável para observadores do mercado. 

Vale lembrar que, desde que Donald Trump assumiu a Casa Branca e anunciou medidas controversas como as tarifas comerciais, o fim do excepcionalismo norte-americano passou a ser cogitado por muitos especialistas. Nessa onda, os Treasurys não têm sido mais um porto seguro para os investidores como já foi no passado. 

O Jefferies acredita que o pior do conflito entre Israel e Irã já foi precificado pelo mercado e que parte das más notícias já foi incorporada aos preços das ações, especialmente das small caps. Além disso, avalia que o cenário para as cíclicas segue promissor, com destaque para os setores de energia e industrial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"É difícil determinar o que vai acontecer nos próximos dias, semanas ou meses após o ataque ao Irã, mas algumas coisas são claras: a volatilidade deve subir, o que não é bom para as small caps", diz o estrategista Steven DeSanctis em relatório publicado neste domingo (22).

"Também devemos ver uma alta no petróleo, que historicamente pouco influencia as small caps, mas favorece nossa aposta nas cíclicas", acrescenta ele.

O Jefferies prevê a possibilidade de o preço do petróleo ficar entre US$ 90 e US$ 100 por barril por um período prolongado, o que aumenta o risco de desaceleração econômica nos EUA.

"Estamos prevendo um crescimento de lucro de 4%, abaixo da média histórica. Quando a economia dos EUA cresce menos de 2%, as small caps tendem a ter performance acima da média, superando as grandes empresas", afirma DeSanctis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A razão para isso, segundo o ele, é a maior probabilidade de o Federal Reserve (Fed) cortar juros, um movimento que tradicionalmente favorece as ações de empresas menores. Na última quarta-feira (18), o banco central norte-americano manteve os juros inalterados na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Vale lembrar, no entanto, que preços mais elevados do petróleo alimentam a inflação e, consequentemente, favorece o aperto monetário.

O presidente do Fed, Jerome Powell, fala ao Congresso nesta semana em depoimentos semestrais e pode dar pistas de como o banco central dos EUA pode se posicionar em caso de novos desdobramentos no conflitos entre Israel e Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia