Conflito entre Israel e Irã abre oportunidade para mais dividendos da Petrobras (PETR4) — e ainda dá tempo de pegar carona nos ganhos
É claro que a alta do petróleo é positiva para a Petrobras, afinal isso implica em aumento das receitas. Mas há um outro detalhe ainda mais importante nesse movimento recente.

No meio de toda a confusão entre Irã, Israel e Estados Unidos, a Petrobras (PETR4) foi a empresa que mais se destacou na bolsa brasileira.
Depois de o petróleo mergulhar rumo aos US$ 60 por barril quando Donald Trump anunciou tarifas para meio mundo no início de abril, o conflito dos últimos dias fez a cotação do barril de petróleo voltar aos US$ 75.
É claro que a alta do petróleo é positiva para a Petrobras, afinal isso implica em aumento das receitas. Mas há um outro detalhe ainda mais importante nesse movimento recente.
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Afastando riscos mais sérios
O patamar de US$ 50-US$60 por barril é emblemático para boa parte das petroleiras que acompanhamos, porque é onde está o breakeven (custo de produção) delas. É nessa região que as receitas se igualam aos custos e despesas, e é mais ou menos onde os dividendos começam a secar também.
Ou seja, essa alta do petróleo é mais do que uma simples valorização; ela afasta riscos um pouco mais sérios relacionados à geração de caixa e dividendos.
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E já tem banco grande, como o JPMorgan, falando em petróleo acima de US$ 100 por barril! Isso realmente pode acontecer se as coisas continuarem escalando no Oriente Médio, mas preferimos não apostar nisso por enquanto.
Em minha visão, a conclusão mais importante é essa daqui, da consultoria Gavekal Research: “Qualquer esperança do barril de petróleo abaixo de US$ 60 agora está enterrada”.
Se mesmo com todos os receios envolvendo tarifas, desaceleração dos EUA e da China e aumento de produção pela Opep, o petróleo conseguiu se manter acima dos US$ 60 o barril, o conflito apenas aumenta a convicção de que esse suporte será respeitado, e que petroleiras como Petrobras e Prio (PRIO3) continuarão gerando caixa e pagando dividendos interessantes.
Isso é muito mais importante do que tentar adivinhar se o petróleo vai para US$ 80, US$ 100, US$ 120…
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Petrobras: ainda dá tempo
Mas essa conclusão não é uma grande novidade para quem nos acompanha mais de perto. Na verdade, essa já era a nossa visão mesmo antes do conflito, pelo seguinte motivo: como muitos produtores marginais têm um breakeven (custo de produção) acima de US$ 60 o barril, seria difícil ver o petróleo abaixo desse patamar por muito tempo.
Mesmo que não tivéssemos um gatilho muito claro para a valorização da commodity na época, o simples fato de os preços do petróleo estarem próximos das mínimas já implicava em uma assimetria interessante para essa história.
Se você não acredita em mim, basta dar uma olhadinha na nossa carteira mensal de dividendos: você verá que a Petrobras foi uma das nossas escolhidas para o mês de junho muito antes dos ataques e da disparada da commodity.
E caso queira saber se ainda vale a pena comprar os papéis, a resposta é sim! Mesmo após a alta recente, as ações seguem negociando por 4x preço/lucros e um dividend yield acima de 12%.
Se quiser conferir a carteira completa do mês de junho, deixo aqui o convite.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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