Ouro ainda pode voltar para as máximas: como levar parte desse ganho no bolso
Um dos investimentos que mais renderam neste ano é também um dos mais antigos. Mas as formas de investir nele são modernas e vão de contratos futuros a ETFs

A corrida pelo ouro ainda não acabou. O apetite dos bancos centrais em engordar seus cofres com o metal pode fazer com que o ativo se valorize ainda mais nos próximos meses. E há diversas maneiras para o investidor acompanhar essa alta.
Ainda que seja possível comprar ouro físico e guardar as barras no cofre de casa, há outras opções disponíveis para o investidor. Contratos futuros, fundos de índice (ETFs) e recibos de ações (BDRs) são maneiras de ter uma exposição ao metal.
O ouro físico só pode ser vendido por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, mediante cadastro.
O ideal também é escolher uma instituição custodiante para guardar o metal, já que mantê-lo em casa não é tão seguro.
Vender as barras de ouro também não é tão simples ou rápido. O ativo tem pouca liquidez, ou seja, é difícil e demorado convertê-lo em dinheiro na conta bancária.
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Contratos futuros
Em julho, a B3, bolsa brasileira, lançou o contrato futuro de ouro (GLD). O contrato de ouro à vista foi descontinuado pela bolsa em 2024.
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O investidor negocia um contrato de compra ou de venda de uma onça de ouro, cerca de 32 gramas. Mas isso não significa que precisará entregar ou que irá receber o metal: o contrato tem liquidação exclusivamente financeira.
O contrato tem referência no preço internacional do metal (índice LBMA Gold Price). Ele permite assumir uma posição comprada ou vendida, conforme a expectativa do investidor sobre a cotação futura do metal.
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Os ajustes diários, conhecidos como marcação a mercado, atualizam o valor da posição de cada cliente, comprada ou vendida, conforme a variação no preço diário do ativo. No vencimento, a liquidação ocorre pela diferença entre o preço negociado na abertura da posição e o preço do ouro no mercado à vista.
Assim como outros contratos futuros, os investidores podem investir no Futuro de Ouro como estratégia de proteção de patrimônio contra instabilidades do mercado, também chamado de hedge.
Porém, também é possível fazer especulação de curto prazo, com swing trade ou até mesmo day trade, segundo o site da B3.
Já em outubro, a bolsa criou o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), indicador que acompanha o desempenho de uma cesta de contratos futuros do metal. O índice foi desenvolvido para medir de forma mais precisa o retorno dos investimentos na commodity e inclui os contratos com maior liquidez.
Fundos que acompanham o preço global do ouro
Há diversos fundos de índice, também chamados de ETFs, negociados na bolsa brasileira e que também buscam acompanhar o desempenho do ouro, com parâmetros diferentes.
O mais conhecido é o Trend Ouro DI (GOLD11). Ele é um ETF, gerenciado pela XP, que replica outro ETF, o iShares Gold Trust (IAU), gerido pela BlackRock. Já o fundo norte-americano segue o índice LBMA Gold Price, criado pela London Bullion Market Association e referência mundial para o preço do metal.
Outra opção é o ETF de ouro GLDX11, gerenciado pela Investo, que replica o ETF OUNZ (VanEck Merk Gold Trust ETF), listado na bolsa de valores americana NYSE e tem lastro em ouro físico.
Há também BDRs (Brazilian Depositary Receipts, ou recibos de ações), papéis negociados por aqui e que acompanham ações ou fundos internacionais. É o caso do Gold Trust DRE (BIAU39), que também acompanha o ETF iShares Gold Trust.
Outra BDR é a Abrdn Physical Gold Shares (ABGD39), que segue o LBMA Gold Price, índice global da ICE, utilizado como preço de referência do ouro a vista em dólares.
FUTURO NEBULOSO
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