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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

NÃO TEM MAIS COMO CONTINUAR

Não há mais saída para a Oi (OIBR3): em “estado falimentar irreversível”, ações desabam 35% na bolsa

Segundo a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Oi está em “estado falimentar” e não possui mais condições de cumprir o plano de recuperação ou honrar compromissos com credores e fornecedores

Bia Azevedo
Bia Azevedo
10 de novembro de 2025
12:30 - atualizado às 14:52
Oi (OIBR3) no fundo do poço
Oi - Imagem: Montagem Beatriz Azevedo

No começo de outubro, a palavra falência começou a aparecer atrelada à Oi (OIBR3) nas manchetes, quando a justiça apontou para alguns sinais preocupantes na situação financeira da telecom, que estava em sua segunda recuperação judicial.

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Agora, a Justiça declarou oficialmente a falência da empresa de telecomunicações.

Segundo a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Oi está em “estado falimentar” e não possui mais condições de cumprir o plano de recuperação ou honrar compromissos com credores e fornecedores.

Com isso, as ações OIBR3 desabam 35,71% na bolsa de valores por volta das 14h50, negociadas a R$ 0,18.

Não há mais saída para a Oi

Segundo a avaliação da gestão judicial — que acompanha o processo de RJ da tele — a Oi enfrenta situação “financeira e operacional irreversíveis”, com receitas mensais insuficientes para cobrir as despesas essenciais. 

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A margem bruta, que já era negativa em janeiro de 2025, despencou de -10% para -135% em outubro, refletindo o colapso das finanças da operadora.

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O parecer destaca ainda que o plano de recuperação judicial foi descumprido e que o passivo extraconcursal — dívidas contraídas após o início da recuperação — soma cerca de R$ 1,7 bilhão com fornecedores, além de litígios e desconfiança do mercado que dificultam qualquer tentativa de reerguimento.

  • Cabe lembrar que foram justamente essas dívidas extraconcursais que acenderam o alerta da justiça sobre a Oi, uma vez que a companhia havia tentado proteção contra esses credores. Foi então que um revés inédito no país colocou a tele de cara com a falência. Você pode entender mais detalhes nesta matéria.

Apesar de reconhecer o cenário de insolvência, a gestão judicial defende que a eventual decretação de falência seja acompanhada de continuidade provisória das atividades, para evitar prejuízos à prestação de serviços públicos e privados considerados essenciais.

A Oi mantém atualmente mais de 4,6 mil contratos com órgãos públicos e cerca de 10 mil contratos privados ativos, incluindo a conectividade de 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal, redes de comunicação do Comando da Aeronáutica (Cindacta), telefones públicos (Colr) e serviços de emergência de números tridígitos.

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A juíza determinou a continuação provisória das atividades da Oi até que os serviços sejam assumidos por outras empresas.

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