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Investidores seguem precificando a guerra comercial dos Estados Unidos contra Canadá, México e China; taxação de 25% entrou em vigor nesta terça-feira (4)

Os índices de Wall Street iniciaram o pregão desta terça-feira (4) em queda, enquanto as tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguem nos holofotes do mercado. Os índices estendem as perdas da véspera — quando o S&P 500 registrou a maior perda diária desde dezembro ao cair 1,80%.
Confira a abertura dos índices de Nova York:
Vale lembrar que a bolsa brasileira permanece fechada nesta terça-feira (4) por conta do feriado de Carnaval. As atividades serão retomadas amanhã (5), às 13h (horário de Brasília), em razão da Quarta-Feira de Cinzas.
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Os investidores seguem precificando a guerra comercial dos Estados Unidos contra Canadá, México e China. A partir desta terça-feira (4), a taxação de 25% entrou em vigor, após um mês do anúncio oficial da Casa Branca.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta terça-feira (4) que o México responderá às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos com suas próprias tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos.
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Sheinbaum afirmou que anunciará os produtos que o México irá atingir no domingo (9) em um evento público na praça central da Cidade do México, o que pode indicar que o México ainda espera desescalar a guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"Não há motivo ou razão, nem justificativa que suporte essa decisão que afetará nosso povo e nossas nações", disse ela.
"Responderemos com medidas tarifárias e não tarifárias", disse a presidente ao ressaltar a decisão unilateral americana, que ela classificou como "injustificável". "Sempre buscaremos medidas negociadas", defendeu.
Nesta terça (4) a China anunciou que vai impor tarifas adicionais de 10% e 15% sobre várias importações alimentícias dos Estados Unidos, como soja, trigo e frango, em resposta às novas sanções impostas por Washington sobre produtos chineses.
Cerca de metade das exportações de soja dos EUA é enviada para a China, totalizando quase US$12,8 bilhões em comércio em 2024, de acordo com o US Census Bureau.
Além disso, tarifas extras de 10% serão aplicadas sobre o sorgo, soja, carne suína, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios.
Já o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, aumentou as tarifas sobre quase US$ 100 bilhões em importações dos Estados Unidos por 21 dias.
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As bolsas da Europa fecharam em queda expressiva com os temores desencadeados pela entrada em vigência das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 1,27%, a 8.759,00 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,53%, a 22.328,91 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 1,85%, a 8.047,92 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 perdeu 2,49%, a 13.039,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou baixa de 1,64%, a 6.700,33 pontos, enquanto em Milão, o FTSE MIB marcou variação negativa de 3,41%, a 37.736,16 pontos.
Os investidores europeus estão preocupados desde o início da semana com a sobretaxação para importações do Canadá e México nos Estados Unidos, já que tarifas devem atingir produtos europeus em um futuro próximo.
O presidente americano disse que o objetivo era atingir, em especial, o setor automotivo da Europa.
Nesta terça, a ação da italiana Ferrari amargurava queda de 2,20%, a alemã Volkswagen perdia 3,85%, a sueca Volvo recuava 3,29%, enquanto a francesa Renault cedia 4,59%.
*Com informações do Money Times e Estadão Conteúdo
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