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MERCADOS HOJE

Mercados globais no vermelho: Wall Street abre em queda e bolsas da Europa derretem com tarifas de Trump e retaliações

Investidores seguem precificando a guerra comercial dos Estados Unidos contra Canadá, México e China; taxação de 25% entrou em vigor nesta terça-feira (4)

Gráfico de cotações com seta vermelha para baixo pegando fogo
Investimentos no vermelho e mercados pegando fogo. - Imagem: iStock

Os índices de Wall Street iniciaram o pregão desta terça-feira (4) em queda, enquanto as tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguem nos holofotes do mercado. Os índices estendem as perdas da véspera — quando o S&P 500 registrou a maior perda diária desde dezembro ao cair 1,80%.

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Confira a abertura dos índices de Nova York: 

  • S&P 500: -0,73%, aos 5.807,40 pontos;
  • Dow Jones: -0,95%, aos 42.785,14 pontos;
  • Nasdaq: -0,53%, aos 18.244,57 pontos.

Vale lembrar que a bolsa brasileira permanece fechada nesta terça-feira (4) por conta do feriado de Carnaval. As atividades serão retomadas amanhã (5), às 13h (horário de Brasília), em razão da Quarta-Feira de Cinzas.

VEJA MAIS: Ibovespa ignora IPCA-15 e sobe em 2025 de olho na eleições; confira 10 ações para investir nesse cenário

O que mexe com Wall Street hoje?

Os investidores seguem precificando a guerra comercial dos Estados Unidos contra Canadá, México e China. A partir desta terça-feira (4), a taxação de 25% entrou em vigor, após um mês do anúncio oficial da Casa Branca. 

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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta terça-feira (4) que o México responderá às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos com suas próprias tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos.

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Sheinbaum afirmou que anunciará os produtos que o México irá atingir no domingo (9) em um evento público na praça central da Cidade do México, o que pode indicar que o México ainda espera desescalar a guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

"Não há motivo ou razão, nem justificativa que suporte essa decisão que afetará nosso povo e nossas nações", disse ela. 

"Responderemos com medidas tarifárias e não tarifárias", disse a presidente ao ressaltar a decisão unilateral americana, que ela classificou como "injustificável". "Sempre buscaremos medidas negociadas", defendeu.

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Canadá e China também retaliam tarifas 

Nesta terça (4) a China anunciou que vai impor tarifas adicionais de 10% e 15% sobre várias importações alimentícias dos Estados Unidos, como soja, trigo e frango, em resposta às novas sanções impostas por Washington sobre produtos chineses. 

Cerca de metade das exportações de soja dos EUA é enviada para a China, totalizando quase US$12,8 bilhões em comércio em 2024, de acordo com o US Census Bureau.

Além disso, tarifas extras de 10% serão aplicadas sobre o sorgo, soja, carne suína, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios.

Já o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, aumentou as tarifas sobre quase US$ 100 bilhões em importações dos Estados Unidos por 21 dias.

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Bolsas da Europa operam em queda

As bolsas da Europa fecharam em queda expressiva com os temores desencadeados pela entrada em vigência das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 1,27%, a 8.759,00 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,53%, a 22.328,91 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 1,85%, a 8.047,92 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 perdeu 2,49%, a 13.039,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou baixa de 1,64%, a 6.700,33 pontos, enquanto em Milão, o FTSE MIB marcou variação negativa de 3,41%, a 37.736,16 pontos.

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Os investidores europeus estão preocupados desde o início da semana com a sobretaxação para importações do Canadá e México nos Estados Unidos, já que tarifas devem atingir produtos europeus em um futuro próximo. 

O presidente americano disse que o objetivo era atingir, em especial, o setor automotivo da Europa.

Nesta terça, a ação da italiana Ferrari amargurava queda de 2,20%, a alemã Volkswagen perdia 3,85%, a sueca Volvo recuava 3,29%, enquanto a francesa Renault cedia 4,59%.

*Com informações do Money Times e Estadão Conteúdo

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