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O principal índice de ações da B3 tem mais um dia de pontuação inédita, com EUA em baixa no mercado internacional e boas notícias locais
O Ibovespa (IBOV) não cansa de bater recordes de pontuação e encerrou o pregão desta terça-feira (20) com a marca de 140.109,63 pontos, pela primeira vez na história da Bolsa brasileira.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão de hoje com alta de 0,34%, acumulando valorização de 8,07% em maio e de 16,48% no ano.
O recorde anterior foi registrado na véspera (19), quando o índice encerrou aos 139.636,41 pontos.
Durante o dia, o índice da B3 também ultrapassou o recorde registrado no começo desta semana, ao bater 140.243,86 pontos. Na segunda-feira (19), a marca havia sido de 140.203,05 pontos, a máxima histórica intradiária anterior.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,6693, com alta de 0,25% ante o real.
Por um lado, a renovação desses recordes nominais é considerada surpreendente, devido ao cenário restrito de juros, que aumenta a preferência dos investidores por renda fixa.
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Por outro, analistas insistem que as ações estão negociando a preços atrativos e que há demanda por ações de países emergentes diante do momento incerto para o mercado financeiro dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street operaram de lado e, com isso, o índice S&P 500 interrompeu a sequência de ganhos após seis dias consecutivos.
Se os investidores estrangeiros estão saindo dos EUA, um dos destinos tem sido a B3. A volta dos estrangeiros ao mercado local tem sustentado os recordes na pontuação do índice.
Em 2025, até 15 de maio (dados mais recentes da B3), ingressaram quase R$ 21 bilhões de recursos do exterior no mercado local.
No cenário doméstico, os investidores reagiram ao noticiário corporativo.
As ações da Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com queda de mais de 5%. O setor de educação caiu em bloco em reação ao novo marco regulatório para os cursos de ensino superior, divulgado ontem (9) pelo Ministério da Educação (MEC), com novas regras para as modalidades presencial, semipresencial (hibrido) e a distância (EAD).
Na avaliação do JP Morgan, as novas medidas vieram mais restritivas do que o esperado.
Já a ponta positiva foi liderado por JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) em recuperação das perdas recentes. Na sessões anteriores, os papéis foram pressionados pela confirmação de casos de gripe aviária no Brasil.
A forte alta de JBS (JBSS3) também acontece às vésperas da assembleia dos acionistas, que colocará a proposta de dupla listagem da companhia na Bolsa de Nova York (Nyse) em votação. A reunião está marcada para a próxima sexta-feira (23).
Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3) fecharam em leve alta, apesar da fraqueza das commodities.
*Com informações do Money Times
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