Ibovespa acima dos 250 mil pontos em 2026: para o Safra é possível — e a eleição não é um grande problema
Na projeção mais otimista do banco, o Ibovespa pode superar os 250 mil pontos com aumento dos lucros das empresas, Selic caindo e cenário internacional ajudando. O cenário-base é de 198 mil pontos para o ano que vem

O Safra está botando uma baita fé no Ibovespa para 2026. O banco aumentou a aposta para o principal índice da bolsa. No cenário-base, a perspectiva é de que o principal índice da bolsa brasileira possa alcançar os 198 mil pontos no próximo ano.
A estimativas refletem uma visão construtiva sobre o mercado acionário, como reflexo de da expectativa de início do ciclo de corte de juros no Brasil, um cenário externo mais controlado e a continuidade do afrouxamento monetário nos Estados Unidos. No entanto, é esperado que as eleições tragam volatilidade.
Além disso, o banco destaca que o principal vetor de alta do Ibovespa será o crescimento dos lucros, estimado em 16,4%, que deve ser responsável por mais de 70% do retorno projetado no cenário-base.
Nas projeções mais otimistas, os analistas estimam que superar os 250 mil pontos não seria uma missão tão difícil assim. Por outro lado, se tudo der ‘errado’, é possível que retornemos aos 136 mil pontos.
“Bull market pouco celebrado”
Para os analistas do Safra, o desempenho recente da bolsa brasileira caracteriza um “bull market pouco celebrado”. Embora o Ibovespa tenha renovado máximas históricas ao longo de 2025, outros indicadores tradicionais de euforia não acompanharam esse movimento.
O número de ofertas públicas permanece baixo, a liquidez da B3 não cresceu no mesmo ritmo da capitalização de mercado e o investidor local segue reticente em ampliar a alocação em ações, o que reforça a leitura de que ainda há espaço para valorização.
Leia Também
No cenário internacional, o banco destaca a rotação de fluxo para mercados emergentes em 2025, em meio à desvalorização do dólar.
Para 2026, a expectativa é de desaceleração moderada da economia global, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano em torno de 2% e cortes adicionais de juros pelo Federal Reserve, levando a taxa básica para a faixa entre 3,25% e 3,50% ao ano até o fim de 2026.
Esse ambiente tende a favorecer ativos de risco em países emergentes, como o Brasil.
O Safra também reforça o papel do Ibovespa como proteção contra a inflação no longo prazo. Nos últimos dez anos, as empresas do índice registraram crescimento de receita de 191% e de lucro de 218%, bem acima do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) acumulado no período.
Ainda assim, o múltiplo preço sobre lucro futuro recuou, indicando que parte relevante da evolução dos fundamentos não foi totalmente precificada, o que mantém a bolsa relativamente barata em termos históricos. Por isso, a possível reprecificação dos ativos também pode alavancar o índice.
Eleições e as ações para ficar de olho
Em relação ao cenário político, o Safra observa que anos eleitorais costumam elevar a volatilidade, mas ressalta que, historicamente, a bolsa tende a se recuperar de forma relevante no período seguinte às eleições, especialmente quando há cortes de juros.
Para 2026, a expectativa é de redução da Selic em cerca de 3,5 pontos percentuais, para 11,5% ao ano, o que reforça o viés positivo para as ações.
Entre os principais riscos mapeados pelo banco estão uma desaceleração mais forte da economia global, deterioração fiscal adicional no Brasil, piora do ambiente geopolítico, manutenção de uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos e eventuais mudanças tributárias que afetem negativamente as empresas listadas.
No cenário-base, o banco destaca nomes como Gerdau (GGBR4), Rede D’or (RDOR3), Copel (CPLE3), Motiva (MOTV3) e Telefônica (VIVT3), além de manter exposição equilibrada entre empresas de dividendos e companhias com viés de crescimento.
Com informações do Money Times
SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL