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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

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Ibovespa acima dos 250 mil pontos em 2026: para o Safra é possível — e a eleição não é um grande problema

Na projeção mais otimista do banco, o Ibovespa pode superar os 250 mil pontos com aumento dos lucros das empresas, Selic caindo e cenário internacional ajudando. O cenário-base é de 198 mil pontos para o ano que vem

Bia Azevedo
Bia Azevedo
15 de dezembro de 2025
16:05 - atualizado às 15:01
Touro da bolsa de valores surfando
Touro da bolsa de valores surfando alta - Imagem: Imagem gerada por IA

O Safra está botando uma baita fé no Ibovespa para 2026. O banco aumentou a aposta para o principal índice da bolsa. No cenário-base, a perspectiva é de que o principal índice da bolsa brasileira possa alcançar os 198 mil pontos no próximo ano.

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A estimativas refletem uma visão construtiva sobre o mercado acionário, como reflexo de da expectativa de início do ciclo de corte de juros no Brasil, um cenário externo mais controlado e a continuidade do afrouxamento monetário nos Estados Unidos. No entanto, é esperado que as eleições tragam volatilidade.

Além disso, o banco destaca que o principal vetor de alta do Ibovespa será o crescimento dos lucros, estimado em 16,4%, que deve ser responsável por mais de 70% do retorno projetado no cenário-base.

Nas projeções mais otimistas, os analistas estimam que superar os 250 mil pontos não seria uma missão tão difícil assim. Por outro lado, se tudo der ‘errado’, é possível que retornemos aos 136 mil pontos.

“Bull market pouco celebrado”

Para os analistas do Safra, o desempenho recente da bolsa brasileira caracteriza um “bull market pouco celebrado”. Embora o Ibovespa tenha renovado máximas históricas ao longo de 2025, outros indicadores tradicionais de euforia não acompanharam esse movimento.

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O número de ofertas públicas permanece baixo, a liquidez da B3 não cresceu no mesmo ritmo da capitalização de mercado e o investidor local segue reticente em ampliar a alocação em ações, o que reforça a leitura de que ainda há espaço para valorização.

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No cenário internacional, o banco destaca a rotação de fluxo para mercados emergentes em 2025, em meio à desvalorização do dólar.

Para 2026, a expectativa é de desaceleração moderada da economia global, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano em torno de 2% e cortes adicionais de juros pelo Federal Reserve, levando a taxa básica para a faixa entre 3,25% e 3,50% ao ano até o fim de 2026.

Esse ambiente tende a favorecer ativos de risco em países emergentes, como o Brasil.

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O Safra também reforça o papel do Ibovespa como proteção contra a inflação no longo prazo. Nos últimos dez anos, as empresas do índice registraram crescimento de receita de 191% e de lucro de 218%, bem acima do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) acumulado no período.

Ainda assim, o múltiplo preço sobre lucro futuro recuou, indicando que parte relevante da evolução dos fundamentos não foi totalmente precificada, o que mantém a bolsa relativamente barata em termos históricos. Por isso, a possível reprecificação dos ativos também pode alavancar o índice.

Eleições e as ações para ficar de olho

Em relação ao cenário político, o Safra observa que anos eleitorais costumam elevar a volatilidade, mas ressalta que, historicamente, a bolsa tende a se recuperar de forma relevante no período seguinte às eleições, especialmente quando há cortes de juros.

Para 2026, a expectativa é de redução da Selic em cerca de 3,5 pontos percentuais, para 11,5% ao ano, o que reforça o viés positivo para as ações.

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Entre os principais riscos mapeados pelo banco estão uma desaceleração mais forte da economia global, deterioração fiscal adicional no Brasil, piora do ambiente geopolítico, manutenção de uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos e eventuais mudanças tributárias que afetem negativamente as empresas listadas.

No cenário-base, o banco destaca nomes como Gerdau (GGBR4), Rede D’or (RDOR3), Copel (CPLE3), Motiva (MOTV3) e Telefônica (VIVT3), além de manter exposição equilibrada entre empresas de dividendos e companhias com viés de crescimento.

Com informações do Money Times

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