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O FII quer adicionar um galpão logístico que possui localização estratégica, em importante eixo que conecta Curitiba (PR) a São Paulo (SP)
O fundo imobiliário GGR Covepi (GGRC11) já tinha deixado claro o tamanho do apetite por novas aquisições quando anunciou uma emissão de cotas milionária em abril.
Agora, o FII começa a mostrar que não está para brincadeira. O GGRC11 enviou uma proposta para a aquisição de um imóvel do fundo imobiliário Votorantim Logística (VTLT11) por R$ 208 milhões.
Trata-se de um galpão localizado no município de Quatro Barras, no estado do Paraná. Segundo o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ativo está em uma localização estratégica, a cerca de 5 quilômetros da rodovia Régis Bittencourt, importante eixo logístico que conecta Curitiba (PR) a São Paulo (SP).
O galpão possui aproximadamente 250.000 metros quadrados de terreno e 67.000 metros quadrados de área bruta locável (ABL).
Atualmente, o ativo é locado à Renault, com contrato no modelo built-to-suit — ou seja, desenvolvidos sob medida para atender às necessidades específicas do locatário —, com término previsto para dezembro de 2026.
Segundo informações prévias da Zagros, a gestora do FII, o GGRC11 vem buscando negociações que envolvam poucos recursos financeiros devido ao “momento desafiador” e considerando “o caixa do fundo comprometido com obrigações atuais”.
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Assim, a oferta para a aquisição do galpão prevê o pagamento dos R$ 208 milhões por meio de compensação de créditos no âmbito da 10ª emissão de cotas do GGRC11.
Além disso, o FII deve exercer o direito de solicitar uma redução de até 10% do preço, o que corresponde a R$ 20 milhões, caso sejam encontradas despesas ou problemas durante a auditoria do imóvel.
O fechamento da operação ainda está sujeito ao cumprimento de algumas condições, incluindo a aprovação em assembleia geral extraordinária (AGE) dos cotistas do VTLT11, no prazo de até 45 dias.
Caso a aquisição seja aprovada, o GGRC11 passará a receber integralmente os aluguéis pagos pela Renault. Atualmente, a companhia paga em torno de R$ 2,3 milhões por mês — valor que representa aproximadamente R$ 0,013 por cota, segundo estimativas da Zagros.
De acordo com o fundo, o cap rate (taxa de capitalização) da operação é estimado em 13,27% no primeiro ano.
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