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Em carta mensal, a gestora revelou ganhos impulsionados por posições em euro, real, criptomoedas e crédito local, enquanto sofreu perdas com petróleo

Junho foi marcado por tensões geopolíticas, pela disputa sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pela preocupação com o fiscal — e da volta do Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, às ações brasileiras.
A carta divulgada nesta segunda-feira (7) revelou que o fundo fechou o mês passado com ganhos impulsionados por posições em euro, real, criptomoedas e crédito local. Já moedas, juros, ações e crédito praticamente não se moveram.
Apesar dos acertos, o fundo amargou perdas nos hedges de petróleo e no livro de commodities.
Com isso, o Fundo Verde registrou ganhos de 0,97% de valorização, ficando para trás em relação ao desempenho do CDI no mês passado, de 1,14%.
No acumulado do ano, o fundo sai na frente: 7,15% para a gestão de Stuhlberger e 6,41% para o indicador de referência.
Por aqui, o destaque de junho para a gestora foi a rejeição pelo Congresso do decreto que elevou o IOF, em meio à contínua tensão entre impulso fiscal e política monetária restritiva.
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Diante disso, o Verde segue vendo valor nas posições compradas em real e em juros reais brasileiros, cujo ponto de partida é considerado muito atrativo.
“Os temas continuam os mesmos: fragilidade fiscal, busca por popularidade à custa de mais gastos, impulso fiscal versus freio monetário”, ressalta a carta.
Com isso, o fundo voltou a ter posição comprada em ações brasileiras, está neutro em relação às bolsas globais e aumentou exposição ao juro real no Brasil.
“As alocações em real (onde o carrego joga a favor) e no juro real (onde o nível de partida é altíssimo) continuam a nos parecer as de melhor retorno ajustado ao risco”, afirma a gestora.
Mesmo com a escalada no Oriente Médio, a gestora classifica o impacto nos mercados como limitado: o petróleo subiu 5,8%, mas segue abaixo dos níveis de 2024, de acordo com a carta, enquanto moedas, juros e ações ficaram estáveis.
“A verdadeira surpresa foi a total e completa ausência de impacto macro. [...] A guerra de 12 dias entre Israel e Irã foi apenas mais um dos inúmeros eventos geopolíticos deste volátil e complexo ano”, diz a carta.
Fora do conflito no Oriente Médio, a gestora considera que o cenário global continuou benigno, com a economia dos EUA resiliente, mas que começa a sentir os efeitos da queda na imigração.
O mercado precifica um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a partir de setembro, o que reforça a tendência de enfraquecimento estrutural do dólar — mesmo com bolsas norte-americanas ainda fortes, sustentadas pelo avanço da inteligência artificial.
“Embora o dólar continue se enfraquecendo, os mercados acionários norte-americanos continuam performando bastante bem. A contínua ampliação e aprofundamento da penetração da inteligência artificial nas companhias impulsiona os mercados”, avalia a gestora de Stuhlberger.
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