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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

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Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI

Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno

Monique Lima
Monique Lima
15 de dezembro de 2025
19:05 - atualizado às 10:23
Gráficos com uma seta apontando para cima e demonstrando o crescimento de um investimento com juros compostos
Os juros compostos são calculados tanto sobre o valor inicial de um empréstimo ou financiamento quanto sobre os juros já acumulados - Imagem: iStock.com/Cristina Gaidau

É muito difícil encontrar um ativo financeiro que consiga superar os 15% de retorno anual da taxa básica de juros do Brasil atualmente — o que dirá o acumulado de três anos com a Selic em níveis elevados, somando 42,34% de retorno total, ou 14,11% na média anual.  

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Esse ambiente recolocou a renda fixa no pedestal dos investimentos e elevou o grau de exigência para quem queria alternativas na renda variável, como as ações. Os dados são da consultoria Elos Ayta e ajudam a dimensionar o desafio.  

Em 2023, o CDI acumulou alta de 13,04%. Em 2024, avançou mais 10,88%. Já em 2025, até 12 de dezembro, soma valorização de 13,57%. Um patamar elevado, que funcionou como filtro natural dentro da bolsa brasileira.  

A partir desse contexto, Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta, realizou um levantamento para identificar quais ações conseguiram, de forma consistente, superar a rentabilidade do CDI ao longo desses três anos do governo Lula 3.  

O recorte considerou apenas papéis com volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão em 2025, até 12 de dezembro, garantindo liquidez mínima às análises.  

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Ações que superaram o CDI em três anos  

Ao todo, 17 ações conseguiram bater os juros nos três anos analisados.  

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No topo do ranking aparece a Aura Minerals (AURA33), que acumulou valorização de 884,15% no período, o melhor desempenho da amostra. Esse retorno é 20 vezes maior do que os 42,34% do CDI.  

O segundo lugar teve um desempenho similar: o Banco Pine (PINE4) registrou alta de 839,80%, 19 vezes maior que os juros acumulado em três anos.  

Embraer (EMBR3) completou o pódio, com ganho acumulado de 513,29% — 14 vezes maior do que o CDI.  

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O levantamento mostra ainda que 16 das 17 ações mais do que dobraram de valor no período. Apenas a 3tentos (TTEN3) ficou um pouco abaixo dessa marca, com um retorno acumulado de 91,03% — mais que o dobro do CDI no mesmo intervalo.  

Nove papéis avançaram entre 100% e 200%, enquanto sete superaram a faixa de 200%.  

Empresa (ticker) Retorno 2023 (%) Retorno 2024 (%) Retorno 2025 (%) Gov. Lula 3 (até 12/12/25) - (%) 
Aura 360 (AURA33) 23,33 126,95 251,62 884,15 
Pine (PINE4) 183,72 17,61 181,64 839,8 
Embraer (EMBR3) 56,46 150,96 56,19 513,29 
Syn Prop Tec (SYNE3) 15,42 182,79 56,19 409,8 
Marcopolo (POMO3) 154,33 32,49 27,87 330,88 
Direcional (DIRR3) 46,62 27,55 118,9 309,39 
Copasa (CSMG3)  53,1 15,52 120,95 290,79 
Profarma (PFRM3)  69,84 15,94 45,57 186,64 
Allied (ALLD3) 42,75 20,63 61,96 178,88 
Banco BMG (BMGB4) 67,09 25,62 32,11 177,29 
Fras-Le (FRAS3) 82,67 24,59 19,02 170,89 
Tegma (TGMA3) 57,61 11,87 48,61 162,04 
Sabesp (SBSP3) 35,61 19,51 59,82 159,01 
Caixa Segur (CXSE3) 70,21 18,51 25,36 152,87 
Priner (PRNR3) 74,63 15,26 24,55 150,68 
Porto Seguro (PSSA3) 30,5 31,61 43,19 145,94 
3tentos (TTEN3) 30,43 15,49 26,82 91,03 
CDI 13,04 10,88 13,57 42,34 
Fonte: Elos Ayta - até 12 de dezembro de 2025.  

Tamanho não é documento 

O tamanho das empresas não foi determinante para a performance em bolsa no período analisado.  

Cinco ações fazem parte do Ibovespa, cinco integram o índice de dividendos e sete pertencem ao universo de small caps.  

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Seis empresas não estão presentes em nenhum dos três principais índices da B3, o que indica que parte desses desempenhos ocorreu fora do radar mais tradicional do mercado.  

Empresa (ticker) Vol. médio diário 2025 (R$ mil) Participação no Ibovespa Participação no IDIV Participação no Small Caps 
Aura 360 (AURA33) 20.934       
Pine (PINE4) 1.730       
Embraer (EMBR3) 415.507 2,69%     
Syn Prop Tec (SYNE3) 4.043   0,08% 0,09% 
Marcopolo (POMO3) 3.015       
Direcional (DIRR3) 69.893 0,24% 1,50% 1,69% 
Copasa (CSMG3)  64.644   2,16% 2,43% 
Profarma (PFRM3)  1.674       
Allied (ALLD3) 1.314       
Banco BMG (BMGB4) 1.937       
Fras-Le (FRAS3) 9.991     0,76% 
Tegma (TGMA3) 8.155   0,32% 0,36% 
Sabesp (SBSP3) 352.493 3,42%     
Caixa Segur (CXSE3) 65.128 0,41% 2,58%   
Priner (PRNR3) 5.584     0,27% 
Porto Seguro (PSSA3) 97.716 0,38%     
3tentos (TTEN3) 19.485     0,57% 
Fonte: Elos Ayta - até 12 de dezembro de 2025. 

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