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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

SD ENTREVISTA

Depois de salto de 50% no lucro líquido no 3T25, CFO da Pague Menos (PGMN3) fala como a rede de farmácias pode mais

O Seu Dinheiro conversou com o CFO da Pague Menos, Luiz Novais, sobre os resultados do terceiro trimestre de 2025 e o que a empresa enxerga para o futuro

Bia Azevedo
Bia Azevedo
4 de novembro de 2025
17:50 - atualizado às 17:44
Pague Menos
Pague Menos - Imagem: Divulgação

Cada vez mais no radar do mercado, a Pague Menos (PGMN3) agradou os analistas com os resultados do terceiro trimestre deste ano. O Santander, por exemplo, classificou o balanço como melhor do que o esperado, enquanto o BB Investimentos também gostou do que viu.

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O lucro líquido ajustado da rede de farmácias saltou quase 50% na base anual, para R$ 53,9 milhões, com 1,9% de margem. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu para R$ 190,7 milhões, avanço de 36,4% ano a ano — bem acima das expectativas do Santander —, com margem de 6,3%. 

O crescimento nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) chegou a 17,6%. Essa métrica é importante no varejo e mostra o crescimento das vendas nas lojas existentes há um ano — ou seja, se o crescimento é orgânico e sustentável e não apenas resultado da abertura de novas lojas. O faturamento médio mensal das lojas ficou em R$ 831 mil.

“Nós estamos mais ou menos no meio do nosso processo de captura de produtividade por loja. Chegamos aos R$ 831 mil, mas acreditamos que há espaço para muito mais”, disse Luiz Novais, CFO e diretor de Relações com Investidores (RI) da Pague Menos, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Na visão do Santander, o mercado já esperava um bom trimestre para as varejistas farmacêuticas brasileiras, mas o crescimento consistente das vendas foi acompanhado por margem bruta e diluição de despesas melhores que o previsto. 

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Mesmo assim, as ações caem 3,78% por volta das 17h15, no que analistas dizem que pode ser ajuste de posições montadas antes do balanço.

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Luiz Novais, CFO da Pague Menos. Imagem: divulgação

Como a Pague Menos pode mais, segundo o CFO

A companhia tem destacado algumas alavancas de crescimento para o futuro. Um deles é o avanço na marca própria, que hoje representa cerca de 6,2% da venda total da empresa. Na visão de Novais, há potencial para ampliar essa participação. 

“Como atendemos majoritariamente o cliente final (B2C), o apetite por esse tipo de produto é bastante grande. São produtos de excelente qualidade e com preços mais acessíveis”, afirma o diretor financeiro da rede.

Outro ponto que o executivo destacou é a mudança na estratégia de precificação que a companhia vem promovendo para ganhos de eficiência. 

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Ele conta que a Pague Menos comercializa cerca de 15 mil itens, com uma média de 10 mil por farmácia. Assim, a empresa tem estudado métodos de precificação mais eficazes, podendo tanto reduzir descontos de uma categoria de produtos, quanto aumentar em outras para impulsionar as vendas.

“A gente está começando a testar as implementações, e o rollout dessas novas metodologias de precificação deve acontecer mais para o ano que vem. Por isso, acreditamos que em 2026 ainda dá para manter um ritmo de crescimento elevado”, conta Novais.

Outro ponto citado pelo CFO é a digitalização, que hoje corresponde a quase 20% de participação nas vendas, salto de 4,5 pontos percentuais (p.p) no ano. 

“Ainda há espaço para crescer. Há players do nosso setor que já geram mais de 25% da receita nesse canal. A gente vem melhorando muito a operação digital, com a usabilidade do app e do e-commerce, além da qualidade dos nossos entregadores, que estão cada vez mais rápidos nas entregas aos clientes”, disse Novais.

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Além disso, as demais avenidas de crescimento envolvem o aumento da participação de carteira de clientes de cuidados contínuos (CCC) e o treinamento dos profissionais das farmácias para o atendimento desse público.

Ainda precisa de uns 'remedinhos'

Um ponto do balanço que chamou a atenção dos analistas negativamente foi o fluxo de caixa operacional, que caiu de R$ 305,2 milhões no terceiro trimestre do ano passado, para perto de R$ 49 milhões no deste ano. 

A linha foi impactada por condições menos favoráveis nos genéricos dentro do programa Farmácia Popular e nos produtos para emagrecimento (GLP-1), vendidos em parcelas e com prazos menores de pagamento a fornecedores.

Novais destacou algumas iniciativas que a empresa tem tomado para superar esse problema. Uma delas é a redução do limite máximo de meses para o parcelamento de medicamentos de Semaglutida, princípio ativo do Ozempic, criado para tratar diabetes, mas amplamente usado para emagrecimento.

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“Até alguns meses atrás, oferecíamos parcelamento em até dez vezes. Reduzimos esse limite para seis vezes”, diz o CFO. 

  • Quando a empresa parcela em muitas vezes, como 10 parcelas, o dinheiro das vendas entra aos poucos. Isso alonga o ciclo de recebimento e aumenta a necessidade de capital de giro para bancar custos de estoque, operação e fornecedores.

Outras iniciativas são: redução do nível de estoque, para aliviar a pressão do caixa e novos acordos comerciais com a indústria farmacêutica. “Reduzir despesas também faz parte do nosso trabalho. A equipe comercial atua diariamente para negociar com a indústria farmacêutica condições melhores, seja em preço ou em prazo de pagamento”, conta Novais.

O endividamento da Pague Menos

Uma das grandes preocupações do mercado sobre a Pague Menos é o endividamento. A rede encerrou o terceiro trimestre com uma alavancagem de 2,5 vezes dívida líquida sobre Ebitda, queda de 0,3 vez ante o mesmo intervalo do ano passado.

“É uma melhora, mas ainda precisa ser otimizado. E isso será feito com os recursos do follow on [que a empresa fez no começo de outubro e captou cerca de R$ 234 milhões], a geração operacional da companhia e todo o esforço em manter uma postura conservadora na alocação de capital”, diz Novais.

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O executivo conta que a empresa espera terminar o ano em um patamar de dívida “bem menor” do que o atual, chegando ao fim de 2026 abaixo do nível de 2 vezes dívida líquida sobre Ebitda.

Com uma postura conservadora, a rede mantém o ritmo moderado de expansão, prevendo a abertura de 50 lojas até o fim deste ano e um número semelhante em 2026. A expectativa é acelerar o crescimento a partir de 2027, quando o endividamento estiver mais controlado.

Mais destaques do balanço

Até por isso, a empresa segue conservadora nas apostas no Sudeste — um mercado mais maduro, com forte presença de outras redes. A Pague Menos não abriu nenhuma loja na região neste trimestre, pelo contrário: fechou uma. 

Enquanto no Nordeste, onde a empresa tem 20,8% de market share, no Sudeste o número não chega aos 2%. “A presença em São Paulo é bastante importante para a gente, e temos sim vontade de ampliá-la. Mas, como nossa marca é muito mais conhecida no Norte e no Nordeste, ainda há muito espaço para crescer nessas regiões”, diz o executivo.

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No Brasil, a companhia atingiu um market share de 6,7% no terceiro trimestre, um recorde para a Pague Menos.

Além disso, Novais comentou sobre o avanço anual de 11% das vendas na categoria de produtos de higiene pessoal e beleza, abaixo da média de 18% da companhia nos outros segmentos.

“Apesar de parecer menos, nós estamos bem felizes, porque é um segmento bastante competitivo, então estamos satisfeitos com esse patamar”, diz o CFO. Cabe lembrar que as redes farmacêuticas enfrentam forte competição de players do e-commerce — como Mercado Livre e Amazon — nesta categoria.

Para o futuro, um alerta que o CFO faz é para a chegada dos genéricos de Ozempic, que terá sua patente quebrada no Brasil no ano que vem. Embora isso tenda a aumentar as vendas, pode causar uma competição por parte dos laboratórios que, mesmo com aumento do volume, pode acabar resultando na redução das margens desses medicamentos, destruindo valor na categoria.

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“O Brasil será o primeiro país do mundo onde a patente vai expirar. Por isso, todos estarão de olho no que acontecerá no mercado brasileiro, caso a quebra realmente ocorra no ano que vem. Vamos acompanhar tudo de perto, mas ainda não é possível dizer qual será o efeito líquido dessa mudança”, diz o CFO.

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