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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PETRÓLEO NO VERMELHO

Brava Energia (BRAV3) e petroleiras tombam em bloco na B3, mas analistas veem duas ações atraentes para investir agora

O empurrão nas ações de petroleiras segue o agravamento da guerra comercial mundial, com retaliações da China e Europa às tarifas de Donald Trump

Camille Lima
Camille Lima
9 de abril de 2025
12:22 - atualizado às 0:23
Petróleo, petroleiras, ações, brent. recv3
Imagem: iStock

Em mais uma sessão de tensão para os mercados globais, as ações de petroleiras como a Brava Energia (BRAV3) e a Petrobras (PETR4) têm mais um dia de queda na bolsa brasileira nesta quarta-feira (9), acompanhando o tombo do petróleo no exterior.

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O setor de óleo e gás recua em bloco e domina a ponta negativa do Ibovespa nas primeiras horas da sessão. 

Confira o desempenho das ações das petroleiras na B3 hoje:

EmpresaCódigoPreçoVariaçãoVar. 12m
Brava Energia ONBRAV316,29-7,34%-53,68%
Prio ONPRIO332,81-2,99%-34,27%
PetroRecôncavo ONRECV313,42-2,40%-5,38%
Petrobras ONPETR333,76-2,12%2,44%
Petrobras PNPETR431,48-1,63%-0,58%
Fonte: TradeMap às 11h50.

Quem lidera as perdas é a Brava (BRAV3), que cede 7% no início desta tarde. 

Desde o início do ano, a petroleira acumula desvalorização da ordem de 30% — performance bem aquém de pares como a Petrobras, que recua cerca de 15% em 2025.

Fonte: Google Finance.

Petróleo no vermelho

O empurrão nas ações de petroleiras segue o agravamento da guerra comercial mundial, com retaliações da China e Europa às tarifas de Donald Trump.

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Por volta das 12h15, os contratos futuros do Brent — referência global e para os preços praticados pela Petrobras (PETR4) — para junho caíam 5,06%, negociados a US$ 59,64 o barril.

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No mesmo horário, o barril do petróleo cru WTI, referência no mercado americano, para maio recuava 5,34%, a US$ 56,40.

A commodity atingiu nesta manhã o menor nível desde fevereiro de 2021. A queda é explicada pelo temor de que a batalha tarifária imposta por Donald Trump acabe levando o mundo todo direto a uma recessão e reduzindo a demanda por óleo e gás. 

Em resposta às tarifas de 104% de Trump, Xi Jinping anunciou nesta manhã que, a partir do dia 10 de abril, as tarifas sobre produtos norte-americanos saltarão de 34% para 84%

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Já a Europa aprovou a aplicação de tarifas retaliatórias de 25% contra produtos dos Estados Unidos a partir de 15 de abril. 

Segundo a agência de notícias France Presse, o pacote afeta mais de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 130,5 bilhões) em produtos americanos como milho, trigo, cevada, arroz, motocicletas, aves, frutas, madeira, roupas e fio dental.

Ainda é possível investir no setor de petróleo

Dada a significativa incerteza em torno da evolução da guerra comercial, os investidores estão reavaliando sua exposição ao setor de óleo e gás e adotando uma estratégia mais defensiva, concentrada em investimentos que ofereçam maior resiliência e rendimentos atrativos.

O Itaú BBA vê as ações da Petrobras (PETR4) como o posicionamento mais seguro para quem deseja manter exposição ao setor, dada a combinação de dividendos robustos e baixa alavancagem. 

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Nas contas do banco, o rendimento de dividendos (dividend yield) da empresa para 2025 está projetado em aproximadamente 12% se os preços do petróleo caírem para US$ 55 por barril, e em torno de 14% se a commodity permanecer na casa dos US$ 65 o barril. 

Já a Prio (PRIO3), embora não ofereça proteção de dividendos de curto prazo, demonstra ser bastante resiliente a cenários de preços mais baixos do petróleo, segundo os analistas.

A projeção é que a empresa mantenha um rendimento de fluxo de caixa livre (FCFE) de 14% se os preços do petróleo permanecerem em US$ 65 por barril e de 11% se as cotações caírem para US$ 55 o barril.

*Com informações do Money Times.

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