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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O PESO DA MUDANÇA

BB Renda Corporativa (BBRC11) renova contratos de locação com o Banco do Brasil (BBAS3); entenda o impacto

O fundo imobiliário também enfrentou oscilações na receita durante o primeiro semestre de 2025 devido a mudanças nos contratos de locação

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
16 de julho de 2025
16:49 - atualizado às 17:18
Vista aérea de uma cidade com muitos prédios | Fundos imobiliários fundo imobiliário
Fundos imobiliários (FIIs) - Imagem: Shutterstock

Quando um fundo imobiliário renova um contrato de locação, o anúncio costuma trazer um impacto positivo para o FII. Porém, o BB Renda Corporativa (BBRC11) provou que a questão pode ser um pouco mais complexa.

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O fundo imobiliário anunciou que o Banco do Brasil (BBAS3) renovou contratos de locação de dois imóveis: a Agência Varejo Parque da Aclimação, localizado em São Paulo (SP), e a Agência Varejo Maria Servidei, em São Bernardo do Campo (SP).

Segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os valores dos aluguéis são de R$ 70 mil e R$ 42 mil, respectivamente. Ambos os contratos possuem vigência de cinco anos e contam com reajustes com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além disso, o acordo do BBRC11 estabelece que, em caso de rescisão de contrato, o Banco do Brasil deverá pagar uma multa de seis vezes o preço do aluguel vigente e dar um aviso prévio de seis meses.

Porém, segundo a gestora do FII, a Tivio, o contrato terá um impacto negativo de R$ 0,02 por cota.

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Vai ou não vai pesar na conta do BBRC11?

De acordo com o último relatório gerencial do fundo imobiliário, BBRC11 enfrentou oscilações na receita durante o primeiro semestre de 2025 devido a transições de contratos atípicos para típicos, que foram iniciadas em 2024.

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A Tivio afirma que a mudança envolveu renegociações de valores e prazos, além de alteração na dinâmica de pagamentos. “Essa transição gerou um descasamento nos recebimentos, impactando temporariamente a receita”, afirmou em documento.

E é exatamente esse o caso dos contratos de locação para o Banco do Brasil. Até então, os acordos para a ocupação do imóvel pelo banco eram no modelo atípico. Com a renovação, eles passam a ser típicos.

Apesar dos impactos dessas alterações nos contratos, o BBRC11 finalizou o mês de junho com um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) de 1,00% e com R$ 0,17 por cota em saldo acumulado no fundo.

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Isso porque o FII também vem realizando movimentações no portfólio que geram impactos positivos para o bolso do cotista, como a venda da agência Indianópolis, em São Paulo.

O ativo foi vendido ainda em outubro de 2024, porém o BBRC11 ainda possui parcelas a receber referentes à transação.

Em nota ao Seu Dinheiro, a gestora afirmou que o FII foi constituído com base em contratos de built-to-suit — ou seja, desenvolvidos sob medida para atender às necessidades específicas do locatário — para agências do Banco do Brasil.

Atualmente, o BBRC11 conta com 21 agências, "das quais 16 já tiveram seus contratos de locação renovados nos últimos anos. As renovações foram realizadas em linha com os preços de mercado e respaldadas por laudos de avaliação elaborados pelo consultor imobiliário", disse a Tivio.

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