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Banco mantém recomendação de compra para BBDC4 e eleva preço-alvo para R$ 21. Saiba o que sustenta a visão otimista

Depois de um longo e doloroso capítulo de reestruturação, o Bradesco (BBDC4) parece ter virado a página — e com direito a aplausos do mercado.
Os números robustos do primeiro trimestre de 2025 reacenderam o sinal verde para o UBS BB, que manteve a recomendação de compra, mas elevou o preço-alvo das ações de R$ 18,00 para R$ 21,00 no horizonte de 12 meses.
A nova projeção representa um potencial de valorização de quase 30% frente ao último fechamento.
E, se confirmada, deve turbinar ainda mais o desempenho de BBDC4 na B3. Os papéis do bancão acumulam uma alta de cerca de 50% no ano, bem acima dos 15% do Ibovespa no mesmo período.
Para o UBS BB, o Bradesco vive um momento de tendências construtivas no curto e médio prazo, com expansão da carteira de crédito, qualidade dos ativos sob controle e margens mais saudáveis — tudo isso reforçado pela própria diretoria, liderada por Marcelo Noronha.
“A combinação de tendências construtivas no curto e médio prazo, somada a um valuation atrativo, nos leva a reiterar nossa recomendação de compra, mesmo após a forte performance das ações no acumulado do ano”, escreveram os analistas, em relatório.
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O banco atualmente negocia a 0,95 vez o valor patrimonial (P/VPA) — um desconto de aproximadamente 15% em relação à média histórica de 1,1 vez. Para o UBS BB, há espaço para uma nova rodada de reprecificação.
O coração da tese de valorização do Bradesco (BBDC4) agora está no índice de eficiência — e o UBS BB vê um campo fértil para melhorias.
A administração do Bradesco projeta que o indicador, atualmente na casa dos 50%, caia para cerca de 40% até 2028. Essa melhora deve ser impulsionada pela otimização da rede física e iniciativas de controle de custos.
Segundo os analistas, cada ponto percentual de melhora pode ter um efeito expressivo. Nos cálculos do UBS, uma redução de 1 ponto no índice de eficiência pode aumentar a rentabilidade em 0,6 ponto percentual.
“Vemos espaço significativo para o Bradesco melhorar esse indicador nos próximos anos”, projetou o UBS BB.
Na leitura dos analistas, uma queda no custo de capital (COE), diante da recente compressão dos juros longos no Brasil, e um aumento na rentabilidade média (ROAE) ao longo dos anos podem justificar múltiplos mais elevados para o Bradesco.
Apesar do avanço, o UBS BB acredita que a rentabilidade do banco ainda não voltou ao nível normal — mas o cenário está se alinhando.
A expectativa é que o Bradesco consiga enfim alcançar uma rentabilidade em linha com o custo de crédito no segundo semestre de 2026.
As novas estimativas apontam para um ROAE de 14,4% em 2025, subindo para 15,7% em 2026 e 16,7% em 2028 — uma trajetória firme de recuperação da lucratividade.
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