O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Papéis das companhias chegam a ter variações de dois dígitos, num dia em que o Ibovespa, principal índice da bolsa, opera de lado
Com o Ibovespa andando de lado e um dia de agenda esvaziada, as ações que mais se destacam na bolsa brasileira nesta sexta (26) foram afetadas pelas principais notícias do mundo corporativo no dia e na semana. E têm mais um fator em comum: estão todas encrencadas financeiramente.
Fora do principal índice da B3, a Ambipar (AMBP3) passou boa parte do dia como a maior alta do pregão, depois de ter despencado quase 50% nos últimos dias, num movimento de recuperação depois de uma sequência de notícias negativas e o temor dos investidores de que a empresa peça recuperação judicial. As ações da empresa de serviços ambientais avançou 18%, a R$ 8,85.
A maior alta do dia, porém, foi dos papéis da empresa de infraestrutura Azevedo & Travassos (AZEV4 e AZEV3), que vêm subindo nos últimos dias com a notícia de um acordo de financiamento de até R$ 414 milhões com a Jive Investments e a saída de seu antigo controlador, a Reag Investimentos.
As ações preferenciais (AZEV4) subiram 25,71%, enquanto as ordinárias (AZEV3) avançaram 29,41%. Vale lembrar, porém, que são ações negociadas na casa dos centavos, então pequenos movimentos de preço já geram saltos percentuais bruscos.
Ainda fora do Ibovespa, também subiram forte os papéis da Azul (AZUL4), após a notícia de que as negociações para fusão com a Gol (GOLL54) e o acordo de codeshare entre as duas companhias foram cancelados. AZUL4 fechou em alta de 17,14%, a R$ 1,23, mas GOLL54 também subiu 5,31%, para R$ 5,95.
Do lado dos destaques de baixa, e desta vez dentro do Ibovespa, vem a Braskem (BRKM5), com a maior queda do índice nesta sexta. A petroquímica informou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para buscar alternativas que otimizem sua estrutura de capital, o que também levantou temor de recuperação judicial entre os investidores. Os papéis fecharam em queda de 14,81% na bolsa, a R$ 7,02.
Leia Também
A Ambipar passou hoje por um mero movimento de recuperação após uma queda brusca, mas a situação da companhia é delicada. A mais recente onda de más notícias começou com o anúncio da saída do diretor financeiro João Daniel Piran de Arruda no início desta semana.
Mas o clima para os papéis azedou realmente com a notícia de que a companhia obteve na Justiça uma espécie de blindagem contra credores, o que foi interpretado como um primeiro passo para uma recuperação judicial e chegou a derrubar as ações em cerca de 50%. Para piorar, a Ambipar foi rebaixada para nível de calote pela agência de classificação de risco S&P. Na semana, as ações tombaram quase 38%.
Tudo isso ocorre em meio a um processo administrativo sancionador da CVM, que investiga suposta irregularidade na recompra de ações da Ambipar.
A atenção do mercado recaiu sobre a Ambipar em 2024, quando as ações dispararam de R$ 8 em maio para o pico de R$ 268 em dezembro.
O salto na bolsa foi impulsionado por aquisições do controlador, Tércio Borlenghi Junior, programas de recompra e a entrada de fundos ligados a Nelson Tanure e ao Banco Master, que geraram um verdadeiro "short squeeze" nas ações AMBP3.
Há alguns meses, a área técnica da CVM chegou a levantar a hipótese de que a cotação das ações poderia ter sido inflada artificialmente, sugerindo que o controlador da Ambipar poderia ser obrigado a realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) devido às compras feitas em conjunto com os fundos ligados ao Banco Master e ao empresário Nelson Tanure.
Após a saída do presidente da autarquia, porém, a diretoria da CVM rejeitou a proposta e decidiu que o controlador da Ambipar não precisaria realizar a OPA — decisão que gerou desconforto no mercado e abriu espaço para críticas.
Já a Azevedo & Travassos surfa uma espécie de resgate sofrido após acordo com a Jive Investments que agora possibilitará à empresa dar prosseguimento a projetos importantes de infraestrutura.
De quebra — e como exigência para fechar o negócio — a companhia conseguiu "se livrar" de um controlador encrencado, a Reag Investimentos, investigada na Operação Carbono Oculto, que desbaratou um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nesta matéria, explicamos em detalhes o que a JiveMauá viu na Azevedo & Travassos para topar o financiamento.
Em situação complicada, com dívida elevada, queima de caixa e momento negativo da indústria petroquímica, as ações da Braskem já não vinham bem na bolsa. E, nesta sexta, foram impactadas pela notícia de que a companhia contratou assessores financeiros e jurídicos para buscar alternativas que otimizem sua estrutura de capital. Para o mercado, este passo pode ser prenúncio de uma recuperação judicial à vista.
A companhia afirma que o foco será implementar iniciativas de transações que mitiguem os impactos do prolongado ciclo de baixa da indústria petroquímica e visem ao fortalecimento da competitividade no setor brasileiro.
Outra notícia do dia que fez preço no mercado foi o cancelamento das conversas entre Gol e Azul para uma possível fusão, além do desfazimento do acordo de codeshare entre as aéreas. A fusão era vista como boia de salvação para ambas, mas a justificativa para o fim das negociações foi o foco da Azul na sua reestruturação, no âmbito da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
Depois de ter batido novos recordes nesta semana, chegando a romper os 147 mil pontos, o principal índice da bolsa brasileira viu uma realização de lucros nos últimos dias e fechou em leve alta de 0,1%, aos 145.447 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 0,3%.
Já em Wall Street, os principais índices operam em alta após o PCE de agosto, índice de inflação preferido do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, ter vindo dentro do esperado.
O Dow Jones fechou em alta de 0,65%, o S&P 500 subiu 0,59% e o Nasdaq avançou 0,44%. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,49%, a R$ 5,3386. Na semana, a moeda americana acumulou alta de 0,34%.
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais