Eletrobras (ELET3) é a nova queridinha dos analistas e divide pódio com Itaú (ITUB4) e Sabesp (SBSP3) como ações mais recomendadas para março
Cada um dos integrantes do trio acumulou três indicações entre as 10 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

Antes isolado na liderança, o Itaú (ITUB4) inicia o mês de março dividindo o topo da lista de ações mais recomendadas pelos analistas com outros dois nomes de peso: a Eletrobras (ELET3) e a Sabesp (SBSP3).
O maior banco privado do Brasil, a maior empresa de energia elétrica da América Latina e uma das maiores empresas de saneamento do mundo lideraram o ranking de recomendações para investir em março.
Cada um dos integrantes do trio acumulou três indicações entre as 10 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro, consolidando-se como os papéis favoritos dos analistas para este mês.
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Confira as principais apostas dos analistas para investir em ações na bolsa em março:

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Eletrobras (ELET3) é a nova favorita
O ganho de popularidade da Eletrobras (ELET3) entre os analistas acontece em meio à resolução do impasse entre a gigante elétrica e o governo federal após a privatização.
Depois de mais de um ano de negociações, a ex-estatal anunciou na semana passada que chegou a um acordo com a União, que questionou na Justiça a governança da companhia após a desestatização.
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Pelo acordo, o governo conseguiu ampliar a influência na Eletrobras ao garantir a presença de três representantes no conselho de administração — de um total de dez — e um dos cinco membros do conselho fiscal.
Por outro lado, a Eletrobras manterá o dispositivo do estatuto que limita a 10% o poder de voto de qualquer acionista. O governo conta hoje com mais de 40% do capital votante da companhia.
Além disso, a União perderá o direito de indicação dos três nomes ao conselho se reduzir a participação para menos de 30%.
Você confere os principais pontos do acordo que resolve pendências da privatização com governo aqui.
Por trás do otimismo com a Eletrobras (ELET3)
Na avaliação do mercado, o acordo foi “muito positivo” para a Eletrobras, já que removeu a obrigação de capitalizar a Eletronuclear caso o governo decida seguir em frente com a construção de Angra 3 e mantém o limite de 10% do direito de voto para qualquer acionista.
“O impasse com a União sobre a Eletronuclear pode criar incertezas no curto prazo, mas, mesmo assim, a Eletrobras se mantém atrativa com um valuation competitivo, oferecendo uma TIR (taxa interna de retorno) real implícita de 14,0%”, avaliou a Terra Investimentos.
Segundo Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, a resolução do impasse com a União elimina um vento contrário significativo para a Eletrobras, reduzindo um fator de risco para a tese de investimento e trazendo mais previsibilidade ao mercado.
“Com a segurança jurídica restabelecida e sem impactos financeiros relevantes, a companhia se torna um ativo mais previsível, o que pode destravar o fluxo de capital estrangeiro em busca de estabilidade e governança clara”, disse Quaresma.
“Sem as amarras estatais, acreditamos que os lucros e dividendos ainda devem aumentar apoiados pelas diversas oportunidades de melhorias operacionais, como a redução de despesas, otimização do portfólio, gerenciamento da dívida, redução de compulsórios e novos investimentos em geração e transmissão de energia”, acrescentou.
Outro fator que sustenta a visão otimista dos analistas é a perspectiva de recuperação dos preços de energia diante de chuvas abaixo da média e eventos climáticos adversos.
Há ainda outra questão que impulsiona a tese positiva para Eletrobras: a política de dividendos robustos, que reforça a atratividade para investidores que buscam estabilidade e fluxo de caixa recorrente.
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Itaú (ITUB4) e Sabesp (SBSP3)
Figurinha carimbada nas recomendações mensais dos analistas, o Itaú (ITUB4) continua a atrair investidores pelo potencial de dividendos robustos, resultados consistentes e perspectivas atrativas de melhor precificação dos papéis.
Outro ponto que sustenta a tese positiva para o banco é a perspectiva de aceleração no crescimento da carteira de crédito e o sucesso nas estratégias digitais.
“Mantemos confiança no conservadorismo do banco na originação de crédito, fator que consideramos sua principal fortaleza para continuar apresentando bons números no longo prazo”, avaliaram os analistas do Pagbank.
Além disso, o Itaú é visto pelo mercado como a instituição financeira mais bem posicionada para lidar com um ambiente de alta de juros devido ao nível controlado de inadimplência e rentabilidade elevada, acima da marca de 20%.
Quanto à Sabesp (SBSP3), parte do otimismo do mercado é explicado pela expectativa de crescimento de receita e de resultados nos próximos anos e de um valuation descontado na bolsa.
“Acreditamos que a privatização recém-materializada transformará a Sabesp em uma história de investimento ainda mais atraente e a colocará entre as poucas ações com forte potencial de valorização nos próximos anos”, disse o Santander.
Nas contas do banco, as ações SBSP3 estão sendo negociadas a um múltiplo de 1 vez a relação entre valor de firma sobre a base de ativos regulatórios (EV/RAB) previsto para 2025, o que “abaixo do que seria considerado justo para uma empresa privada do setor de saneamento”.
“O ano de 2025 será essencial para a Sabesp, pois os investidores esperam uma rápida recuperação dos resultados, com a redução dos custos de gestão e a melhora das receitas”, disseram os analistas.
Para os analistas da Planner, os investimentos da Sabesp para atender as metas de universalização trazem proporcional desafio, porém, maior retorno, com possibilidade de captura de sinergias e mitigação dos riscos de execução.
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