A série mais longa em 28 anos: Ibovespa tem a 12ª alta seguida e o 9° recorde; dólar cai a R$ 5,3489
O principal índice da bolsa brasileira atingiu pela primeira vez nesta quinta-feira (6) o nível dos 154 mil pontos. Em mais uma máxima histórica, alcançou 154.352,25 pontos durante a manhã.

Foi por pouco — 0,03% — mas o Ibovespa conseguiu uma nova marca em meio a tantos recordes consecutivos: o principal índice da bolsa brasileira alcançou a série mais longa de ganhos desde 1997, além de emplacar uma nova máxima no fechamento, terminar a quinta-feira (6) em 1543.338,63 pontos.
E não parou por aí: mais cedo, o Ibovespa atingiu pela primeira vez o nível dos 154 mil pontos. Em mais uma máxima histórica, alcançou 154.352,25 pontos, em alta de 0,69%, durante a manhã.
O ímpeto, no entanto, durou pouco e quem explica por que o índice perdeu força é Matheus Amaral. Segundo o especialista em renda variável do Inter, o Ibovespa perdeu um pouco da força na esteira de um movimento de correção nas ações de tecnologia no mercado internacional, com investidores atentos aos valuations ainda esticados.
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“Apesar da pressão exercida pela Petrobras no início do pregão, o índice demonstrou resiliência e flertou com a estabilidade ao longo do dia. Setores como commodities, bancos e indústria registram pequenas quedas, enquanto papéis de consumo e utilities garantiram algum suporte”, disse.
O tom mais conservador mais conservador do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), na interpretação de analista, também pesou sobre o índice na reta final das negociações.
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Ao decidir deixar a taxa Selic em 15% ao ano na quarta-feira (6), conforme o esperado e de forma unânime, o colegiado manteve no texto a frase sobre manter a taxa no nível atual por um "período bastante prolongado."
Segundo David Beker, do Bank of America, o fato de o comunicado ter permanecido praticamente inalterado em comparação com o de setembro — apesar da melhora na perspectiva da inflação — é interpretado como um sinal de postura mais conservadora.
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“Contudo, essas melhorias poderão ser reconhecidas na ata da reunião, que será divulgada na próxima terça-feira (11)”, disse.
O BofA segue prevendo o início do afrouxamento monetário em dezembro, com um corte de 50 pontos-base e a taxa Selic atingindo 11,25% até o final de 2026.
“É possível que o BC incline sua comunicação para um tom mais moderado entre as reuniões, visando a possibilidade de um corte em dezembro”, disse.
No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,23%, cotados em R$ 5,3489, acompanhando a onda de desvalorização da moeda norte-americana no exterior, após dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos estimularem apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro.
Ibovespa sobe na contramão de Wall Street
A nova marca do Ibovespa foi alcançada nesta quinta-feira (6) na contramão de Wall Street. Por lá, as bolsas fecharam no vermelho, com as companhias que se beneficiaram dos bons ventos da inteligência artificial (IA) na bolsa sob pressão por preocupações em relação a valuations esticados.
O Dow Jones caiu 398,70 pontos, ou 0,84%, fechando em 46.912,30. O S&P 500 recuou 1,12%, encerrando em 6.720,32, enquanto o Nasdaq baixou 1,9%, fechando em 23.053,99.
O Nasdaq 100 acumula queda de mais de 2% desde o fechamento da última sexta-feira e caminha para sua pior semana desde o início de abril. O maior impacto negativo veio das ações da Nvidia, Microsoft, Palantir, Broadcom e Advanced Micro Devices.
As ações de empresas ligadas à IA têm apresentado oscilações desde o início de novembro, e essa tendência continuou na sessão de quinta-feira. A Qualcomm perdeu quase 4% após a fabricante de chips divulgar resultados trimestrais melhores do que o esperado, mas alertar para a possibilidade de perder contratos futuros com a Apple.
A AMD, que se destacou na quarta-feira, perdeu 7%, enquanto a Palantir e a Oracle recuaram quase 7% e 3%, respectivamente. As ações da Nvidia, queridinha da inteligência artificial, e da Meta, outra empresa do grupo das Sete Magníficas, também caíram.
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