A bolsa americana já era? Citi muda estratégia e diz que é hora de comprar ações da China
Modelo do banco dispara alerta e provoca mudança na estratégia; saiba o que pode fazer o mercado dos EUA brilhar de novo
Donald Trump levou o caos aos mercados: as políticas do presidente norte-americano, em especial, as tarifas, vêm alimentando temores de que os EUA vão entrar em recessão. Muito investidor está fugindo da bolsa norte-americana em meio às pesadas liquidações dos últimos dias e o Citi diz para onde esses investimentos devem ir agora: China.
O banco norte-americano mudou a estratégia de alocação de ativos globais, elevando as ações chinesas para overweight — equivalente acima da média — e reduzindo a exposição a ações dos EUA para neutral (neutro).
A decisão reflete a visão do Citi de que o "excepcionalismo dos EUA está, pelo menos, em pausa".
O Citi se junta a um dos maiores fundos de hedge do mundo, que fez uma previsão alarmante na semana passada sobre os efeitos da política comercial de Trump sobre os mercados.
Em carta, os gestores do Bridgewater Associates, do bilionário Ray Dalio, compararam o ambiente de transformação atual da bolsa norte-americana à crise financeira de 2008 e aos eventos ligados à pandemia de covid-19. Você pode conferir a carta aqui.
Luz amarela para as ações americanas
A nova estratégia do Citi vem um dia depois de a bolsa de Nova York despencar — um movimento que continuou hoje (11).
Leia Também
Na segunda-feira (10), o Nasdaq teve o pior dia desde setembro de 2022, caindo 4%. O Dow Jones, que perdeu quase 900 pontos, fechou abaixo da média móvel de 200 dias pela primeira vez desde 1º de novembro de 2023.
O movimento levou o Nasdaq ao território de correção, recuando mais de 10% em relação ao recorde estabelecido no final de 2024, enquanto o S&P 500 foi negociado cerca de 9% abaixo da máxima histórica estabelecida em fevereiro.
Nesta terça-feira (11), as liquidações continuam. Trump anunciou tarifas de 25% sobre o aço e alumínio do Canadá, elevando o total de taxas para 50%, e derrubou Wall Street.
O Dow Jones chegou a perder 500 pontos logo depois do anúncio de hoje do presidente norte-americano, que reforçou os temores de recessão do dia anterior.
Dois modelos do Citi acionaram sinal de cautela na sexta-feira (7) e ontem (10), levando o banco à decisão de reduzir a posição em ações norte-americanas — que estava em overweight desde outubro de 2023.
ONDE INVESTIR EM MARÇO: bolsa, ações, criptomoedas, pagadoras de dividendos, FIIs e BDRs para este mês
Bolsa: a China vai tomar o lugar dos EUA de vez?
Há quem veja uma porta aberta para a fuga da bolsa norte-americana com essas liquidações recentes e há quem veja uma oportunidade para se expor a ativos dolarizados. Fato é que o mantra do mercado diz que nada sobe ou cai para sempre.
Por isso, o Citi diz que o desempenho superior do mercado de ações dos EUA pode retornar "quando a narrativa de inteligência artificial (IA) assumir o controle novamente".
Até lá, no entanto, o banco espera que o "momento de crescimento dos EUA fique abaixo do resto do mundo nos próximos meses".
Por isso, o Citi justificou a mudança das ações chinesas para overweight afirmando que o país "aparece bem avaliado".
O banco mencionou a "possibilidade de resolução nas discussões comerciais com a China", o que seria "muito positivo" para o mercado chinês.
Japão e Europa: comprar ou vender agora?
O Citi aproveitou o sinal de alerta vindo do mercado norte-americano para revisar outras posições.
Apesar de reconhecer que "tarifas comerciais permanecem um risco", o banco manteve a posição underweight (abaixo da média) para as ações do Japão, que também pode ser afetado por tarifas.
No segmento de crédito, o Citi removeu a posição overweight em títulos de alto rendimento dos EUA e encerrou a posição underweight em títulos de grau de investimento da União Europeia.
Com isso, o Citi mantém uma alocação underweight em crédito, com exposição reduzida em títulos de grau de investimento dos EUA e em mercados emergentes.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas