Uma nova China vem aí? Como a segunda maior economia do mundo quer virar o jogo e voltar a crescer forte
Segundo o primeiro-ministro chinês, os esforços serão concentrados em áreas com capacidade de crescimento robusto e força motriz — mas enquanto o plano não vem, uma ajudinha extra é anunciada

O ritmo de crescimento da China entre abril e junho foi o pior dos últimos cinco trimestres: a prolongada crise do setor imobiliário, o varejo fraco e a insegurança do emprego comprometem a expansão da segunda maior economia do mundo — que está disposta a dar a volta por cima.
Para isso, o governo chinês tem um plano, que foi apresentado nesta sexta-feira (16) pelo primeiro-ministro do país, Li Qiang.
Em sessão plenária do Conselho de Estado, o premiê prometeu estabilizar o emprego para os principais grupos do mercado de trabalho da China, bem como ampliar o estudo e formulação de políticas para promover o aumento da renda de residentes urbanos e rurais.
As medidas devem assegurar as "três garantias", que prometem moradia segura, assistência médica e educação aos chineses.
A promessa do premiê ocorre após nova série de dados sinalizarem a necessidade de mais estímulos para sustentar a recuperação econômica da China.
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China em busca da força motriz
Li também enfatizou a necessidade de manter os objetivos de melhorar a recuperação da economia da China e estimular o consumo.
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“Formularemos políticas de apoio diferenciadas com base nas necessidades de diferentes grupos”, disse.
Nesse sentido, Li contou que os esforços serão concentrados em áreas com capacidade de crescimento robusto e força motriz capaz de acelerar a expansão de serviços, para promover eficazmente o consumo em massa.
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Veículos: subsídio para o carro novo
Enquanto o novo plano para revigorar a China não entra em prática, o governo concede impulsos paralelos para a segunda maior economia do mundo ganhar tração.
Para isso, aumentou os subsídios para incentivar a troca de veículos antigos por novos. A nova política se aplica a pedidos entre 24 de abril de 2024 e 10 de janeiro de 2025.
O auxílio a compradores de veículos novos elétricos subiu de 10.000 yuans (R$ 7.620,30) para 20.000 yuans (R$ 15.246,00).
Os subsídios para veículos movidos a combustíveis fósseis também subiram, de 7.000 yuans (R$ 5.336,10) para 15.000 yuans (R$ 11.434,50).
*Com informações da Xinhua
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