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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

A PERGUNTA DO MILHÃO

Powell responde: o que o maior banco central do mundo precisa ver para começar a cortar os juros nos EUA

O Fed manteve a taxa de juros como amplamente esperado, mas um comunicado duro derrubou as bolsas em Nova York e deixou a dúvida sobre o que falta para o ciclo de afrouxamento monetário começar por lá

Carolina Gama
31 de janeiro de 2024
17:04 - atualizado às 17:14
Imagem mostra Jerome Powell como grande estrela do mercado financeiro
Imagem: Shutterstock, com intervenções de Andrei Morais

O Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano nesta quarta-feira (31), mas foi o comunicado que trouxe a decisão que perturbou as bolsas em Nova York

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O banco central norte-americano disse no documento que não está pronto para começar a cortar os juros nos EUA. 

“O Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo dos juros até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%”, diz o comunicado. 

A declaração caiu como um balde de água fria em Wall Street, que viu o S&P 500 e o Nasdaq caírem mais de 1% imediatamente após a divulgação da decisão sobre os juros, enquanto os yields (rendimentos) dos títulos de dívida do governo norte-americano, os chamados Treasurys, subiram. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados

Restava ao presidente do Fed, Jerome Powell, a missão de explicar o que a autoridade monetária precisa ver para iniciar o ciclo de afrouxamento monetário. 

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Juros: Powell responde a pergunta do milhão… de dólares

Quando encarou os jornalistas na coletiva de imprensa de hoje, Powell teve que responder à pergunta do milhão logo de cara: o que o banco central norte-americano precisa ver para começar a cortar os juros. 

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O chefão do BC dos EUA foi confrontado com os dados da economia norte-americana: um crescimento forte, um mercado de trabalho aquecido e uma inflação em desaceleração — o que mais é preciso então? E veio a resposta:

“Precisamos ver a continuidade dos bons dados e não um dado específico. Só aí vamos construir a confiança de que estamos no caminho da inflação em 2% em uma trajetória sustentável de bons dados econômicos”, afirmou.

PODCAST TOUROS E URSOS - O ano das guerras, Trump rumo à Casa Branca e China mais fraca: o impacto nos mercados 

Os juros vão cair quando?

Embora o comunicado tenha sido duro ao tirar do caminho o corte de juros neste momento, Powell não fechou a porta do afrouxamento monetário.

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“Temos uma boa história, com seis meses de inflação desacelerando nos EUA. Precisamos ver mais evidências que confirmem que o que estamos vendo agora vai continuar no longo prazo. Vamos atingir essa confiança em algum momento”, afirmou. 

Nesse sentido, Powell confirmou que os juros devem cair “em algum momento neste ano”, mas avisou que as decisões nessa direção serão tomadas “reunião por reunião”. 

Ele, no entanto, minimizou a possibilidade desse momento acontecer na próxima reunião, marcada para março.

"Não acho provável que atingiremos esse nível de confiança suficiente em para cortar os juros em março", disse Powell, acrescentando que é preciso ver os dados até lá para saber se isso é possível.

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