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A empresa Eli Lily anunciou nova versão do Zepbound por quase metade do preço; veja o que está por trás dessa redução de preço
Medicamentos como Ozempic, Zepbound e Wegovy ganharam fama pelo seu poder emagrecedor, através da supressão de apetite. Suas empresas fabricantes viram os resultados decolarem, mas tamanho sucesso também veio acompanhado de uma nova ameaça: as falsificações.
É nesse contexto de luta contra as versões ilegais destas drogas que a empresa Eli Lily, principal concorrente da Novo Nordisk, está lançando versões mais acessíveis do Zepbound.
O objetivo é aumentar o fornecimento do remédio nos Estados Unidos para pacientes que não têm plano de saúde e acabam recorrendo às cópias mais baratas e não regulamentadas pela FDA (Food and Drug Administration), autoridade de saúde pública que supervisiona fármacos.
Agora, as doses de 2,5 mg e 5 mg serão vendidas a US$ 399 (aproximadamente R$ 2.190) e US$ 549 (aproximadamente R$ 3.010), respectivamente. Ainda se trata de um valor salgado, mas equivale a quase metade do original. Vale lembrar que os pacientes em tratamento precisam comprar novos estoques do produto todos os meses.
Em entrevista, o diretor da divisão de Diabetes e Obesidade, Patrik Jonsson, afirmou que não haverá reajuste. “Nós acreditamos que é importante que o consumidor tenha previsibilidade em termos do preço”, disse.
No entanto, há uma diferença crucial nas versões mais acessíveis do Zepbound: para aplicar a medicação, os pacientes precisam usar seringas e agulhas, não o formato “caneta”.
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A Eli Lily explicou que as seringas permitem um aumento da capacidade de fornecimento da droga, já que são mais fáceis de produzir do que as canetas injetáveis.
Esta não foi a primeira atitude da empresa contra as versões mais baratas e falsificadas de seus produtos. Tanto a Eli Lily como a Novo Nordisk já processaram clínicas e farmácias de manipulação nos Estados Unidos que fizeram versões ilegais de seus medicamentos.
“Acreditamos que a população dos EUA é realmente um alvo para medicamentos anti-obesidade não testados, não aprovados e não regulamentados que sabemos estar longe de sempre conter o medicamento que deveriam,” afirmou Jonsson.
“Esta é também uma oportunidade para garantir que haja acesso à tirzepatide [composto do Zepbound] aprovada pela FDA e com qualidade aprovada para os consumidores que precisam.”
* Com informações da CNBC
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