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O presidente ucraniano aproveitou a ida a Davos para se encontrar com a colega suíça e organizar uma cúpula pela paz; até a China foi convocada a ajudar
A Suíça não é famosa apenas pelos chocolates, canivetes ou pelos alpes. O país também é conhecido pela neutralidade e por mediar conflitos — e agora deve usar essas qualidades para ajudar a encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, que começou quando a Rússia enviou tropas a Kiev em fevereiro de 2022.
Durante uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Berna, a presidente suíça, Viola Amherd, disse que o seu país se ofereceu para organizar uma cúpula de paz que coloque um fim no conflito.
“Confirmei a ele que a Suíça está pronta para organizar uma cúpula”, disse Amherd durante uma coletiva de imprensa conjunta com Zelensky.
“Concordamos que examinaremos em profundidade os detalhes dos próximos passos para garantir que o processo de paz seja um sucesso”, acrescentou.
Zelensky viajou à Suíça para encontros com líderes globais no Fórum Econômico Mundial de Davos.
As equipes ucraniana e suíça deram início aos preparativos para a Cúpula Global da Paz na Suíça nesta terça-feira (16). Os detalhes sobre quando ou como o encontro vai ocorrer não foram fornecidos até o momento.
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“Esta cúpula pretende infundir a energia necessária em tudo o que já foi alcançado e determinar que o fim da guerra deve ser justo e a restauração da força do direito internacional — completa”, disse Zelensky.
Embora não tenha apresentado a lista de quem participará da cúpula, o presidente da Ucrânia deu pistas de quem ele gostaria que comparecesse.
“Estamos abertos a todos os países que respeitam nossa soberania e integridade territorial na cúpula de paz, então tirem suas conclusões sobre quem convidaremos”, afirmou Zelensky.
A Rússia não está envolvida na cúpula, mas um dos principais parceiros de Putin já recebeu o convite para participação das negociações.
“Gostaríamos muito que a China estivesse envolvida em nossa fórmula [de paz] e também na cúpula. Mas nem tudo depende dos nossos desejos”, afirmou Zelensky, acrescentando que é vital que Pequim participe das conversas para o fim do conflito.
Ao que parece, não. A ideia da Ucrânia com a cúpula na Suíça é demonstrar unidade do mundo em relação ao fim da guerra.
“É importante para nós mostrar que todo o mundo é contra a agressão da Rússia e que o mundo inteiro é a favor de uma paz justa”, disse Zelensky.
A primeira vez que o presidente ucraniano apresentou sua fórmula para a paz foi em uma cúpula do G-20 (grupo formado pelas economias avançadas e países em desenvolvimento), em novembro do ano passado.
Na ocasião, Zelensky listou uma série de tópicos para o fim da guerra com a Rússia, entre eles, a restauração da integridade territorial da Ucrânia, a retirada de tropas russas e o fim das hostilidades, além da libertação de todos os prisioneiros e detidos.
Putin já estabeleceu as condições para acabar com a guerra na Ucrânia — que, segundo o chefe do Kremlin, só acabará “quando atingirmos nossos objetivos”.
Em várias ocasiões desde a invasão, o presidente russo disse que continuaria lutando na Ucrânia até que Moscou garanta a “desmilitarização”, a “desnazificação” e a neutralidade do país.
Segundo o próprio Putin, a única forma de parar sua máquina de guerra na Ucrânia seria a Ucrânia aceitar um acordo que atinja os objetivos da Rússia.
*Com informações da Reuters e da ABC News
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