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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Israel está levando o Irã para “um ponto que o país não deseja ir”
O receio político sobre uma escalada da guerra no Oriente Médio continua. Nesta segunda-feira (23), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou Israel de tentar ampliar os conflitos na região e criar “armadilhas” para o Irã entrar na guerra.
Em sua primeira aparição na ONU desde que assumiu a presidência em julho, Pezeshkian afirmou que não quer ver uma expansão da atual guerra em Gaza e dos ataques aéreos na fronteira entre Israel e Líbano: “não há vencedores na guerra. Estamos apenas nos iludindo”.
No entanto, o presidente do Irã defende que Israel deseja o contrário.
Masoud Pezeshkian afirma que, embora Israel insista que não quer uma guerra mais ampla, suas ações demonstram interesse em agravar o conflito.
Entre as acusações ao país “rival” estão as explosões de pagers e walkie-talkies no Líbano na semana passada – embora Israel negue envolvimento – e o assassinato de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, na capital do Irã em julho
“Eles estão nos arrastando para um ponto ao qual não desejamos ir”, disse em referência às ações recentes de Israel e a uma possível reação do Irã.
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A morte de Ismail Haniyeh em território iraniano levou o mundo a temer uma escalada dos conflitos no Oriente Médio. O presidente do Irã afirmou que o país responderá ao assassinato “no momento e lugar apropriados”.
Segundo Pezeshkian, os ataques de drones e mísseis iranianos a Israel – que aconteceram em abril deste ano em resposta ao suposto ataque de Israel à embaixada do Irã na Síria – provaram a capacidade defensiva do país.
Outro tema que o presidente comentou durante a conversa com jornalistas na ONU foi o programa nuclear do Irã.
Embora muitos países ocidentais levantem a possibilidade de o Irã fabricar uma arma nuclear, Pezeshkian afirmou que armas de destruição em massa não estão no radar das iniciativas militares.
A escalada das tensões no Oriente Médio tem levado o mundo todo, incluindo o mercado financeiro, a temer um conflito generalizado.
A possível entrada do Irã na guerra é um fator de preocupação adicional para o agravamento do conflito em escala global. Em entrevista à Agência Brasil, José Arbex Junior, doutor em história, explica que isso geraria um cenário geopolítico conturbado:
“Quando você engaja o Irã no conflito, você está mexendo com toda a estrutura geopolítica de poder e, historicamente, os Estados Unidos mantêm uma relação bastante hostil com o Irã desde pelo menos 1979, quando teve a Revolução Iraniana”.
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Nesta segunda-feira (23), Israel fez o maior ataque ao Líbano desde o início da guerra em Gaza, com a morte de 356 pessoas e mais de mil feridos – considerado o dia mais sangrento do conflito.
O ataque foi feito após o norte de Israel ser atingido no último domingo (22) por cerca de 150 foguetes, a maioria disparada do Líbano.
Diante da escalada do conflito entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, os Estados Unidos anunciaram nesta segunda que enviarão tropas ao Oriente Médio.
*Com informações de AP, Agência Brasil e G1
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