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A listagem de US$ 3,98 bilhões da Midea ultrapassou a oferta pública inicial de US$ 315 milhões da Sichuan Baicha Baidao Industrial, gigante chinesa de lojas de chá, em abril

As ações da Midea Group, gigante da China no ramo de eletrodomésticos, chegaram a subir cerca de 9% em sua estreia em Hong Kong nesta terça-feira (17). O lançamento dos papéis já pode ser considerado o maior do ano, levantando quase US$ 4 bilhões, segundo o portal Nikkei Asia.
A listagem de US$ 3,98 bilhões da Midea ultrapassou a oferta pública inicial de US$ 315 milhões da Sichuan Baicha Baidao Industrial, gigante chinesa de lojas de chá, em abril.
Tal otimismo voltou a injetar ânimo nos investidores e melhorando o sentimento geral de que novas ofertas de ações podem voltar a acontecer.
O apetite dos investidores pela Midea também acontece pela introdução de um programa da China de incentivo a atualização de equipamentos, incluindo eletrodomésticos, para impulsionar o consumo do país.
"O IPO 'jumbo' bem-sucedido provavelmente melhorará o sentimento do mercado e trará mais mega negócios nos mercados de Hong Kong no futuro", disse a chefe de Pesquisa de Varejo da MIB Securities HK, Sonija Li, em nota.
O momento é especialmente difícil para as bolsas da China. O índice de Xangai recua 13,27% nos últimos 12 meses, enquanto o Shenzhen recua 21,3% no mesmo intervalo de tempo.
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Não é de hoje que a economia da China apresenta sinais de fraqueza. O próprio UBS revisou para baixo as projeções para crescimento do PIB do gigante asiático.
Para 2024, ao invés de 4,9%, o gigante asiático deve crescer apenas 4,6%. Já para 2025, os números projetados caíram de 4,6% para 4%.
O principal culpado é, sem dúvidas, o setor imobiliário, que tem sido uma “pedra no sapato” para o presidente Xi Jinping, especialmente após o calote da Evergrande, há três anos.
O banco avalia que os esforços do governo para conter a crise e aliviar as pressões em cima das empresas de construção civil têm sido lentos e com impacto limitado.
Nem o resultado positivo das exportações, impulsionado pelo boom de tecnologia e pela demanda global de importações, foi capaz de “salvar” o PIB chinês. Inclusive, o UBS projeta que até mesmo as exportações devem desacelerar no ano que vem.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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