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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

O ESPORTE DE SENNA

Fórmula 1 está cada vez mais valiosa – e é por isso que as marcas de luxo querem entrar nessa corrida 

Plataforma rankeia as 10 equipes mais valiosas do ano, que, juntas, valem aproximadamente US$ 231 bilhões

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
2 de dezembro de 2024
19:03 - atualizado às 17:40
SÓ USO EDITORIAL fórmula 1 f1 esporte luxo carros corrida
Imagem: iStock.com/ManuelVelasco

O hype da Fórmula 1 não se manifesta apenas no sucesso das produções da Netflix. Claro, o lançamento da série documental “F1: Dirigir para Viver” e, mais recentemente, da série “Senna” fomentam o esporte, que está ganhando popularidade também no setor de luxo.

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A competição sempre foi um esporte caro e prestigiado. Este ano, porém, marcou um recorde sem precedentes no valor de mercado das principais equipes.

As top 10 do mundo são todas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, segundo dados da plataforma Sportico. 

No topo está a Ferrari, avaliada em US$ 4,7 bilhões, seguida pela Mercedes (US$ 3,9 bilhões) e pela Red Bull Racing (US$ 3,5 bilhões).

Vale ressaltar que uma das principais fontes de receita para as equipes, além das premiações dos campeonatos, é o patrocínio. A maioria tem dezenas deles, com contratos anuais que podem chegar aos US$ 600 milhões. 

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No terceiro trimestre de 2024, a Liberty Media, grupo de mídia norte-americano que é proprietário da F1 desde 2017, gerou US$ 861 milhões exclusivamente com o esporte, graças à promoção de corridas, aos direitos de mídia e aos acordos de patrocínio. 

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Para o negócio da Fórmula 1, vale muito a pena ser “bem visto” por marcas fora do setor esportivo, que pagam caro para se associarem às competições, aos pilotos e a todo o ecossistema das corridas. 

O grupo LVMH que o diga. A gigante francesa vai investir mais de US$ 150 milhões por ano em uma parceria de 10 anos com a F1, que entra em vigor em 2025. 

De um lado, as marcas de luxo fazem uma injeção de capital que permite o desenvolvimento das equipes e dos pilotos. 

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Como recompensa, elas têm uma exposição de marca  — o tal awareness — relevante em competições de alcance mundial e eventos glamourosos, voltados para um público endinheirado, que se transforma em potenciais consumidores. 

Explorar esses novos caminhos é importante principalmente em um contexto em que o luxo não está vivendo os melhores dias. 

No comunicado à imprensa, ao anunciar a parceria, a LVMH deixa claro que quer se associar à F1 pelos princípios de “excelência”, “inovação” e “criatividade”. 

“As pessoas, a busca pela excelência e a paixão pela inovação estão no coração da atividade de nossas Maisons e da Fórmula 1. Tanto no automobilismo quanto na moda, relojoaria ou vinhos e destilados, cada detalhe conta no caminho para o sucesso”, afirmou o CEO da LVMH, Bernard Arnault, na ocasião. 

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Além da LVMH, para 2025, a F1 também fez acordos de licenciamento com a Lego e com a Mattel, além de ter expandido os contratos de patrocínio com a American Express e com o Santander

*Com informações do Luxury Tribune

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