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A controladora da Truth Social, criada pelo ex-presidente dos EUA em 2022, deve estrear no mercado acionário em breve após fundir-se a uma SPAC
A Truth Social, rede social criada por Donald Trump após seu banimento de outras plataformas como o Facebook e o X, não alcançou a concorrência em termos de usuários. E o ex-presidente dos Estados Unidos tentou passá-la para frente e chegou a negociá-la com Elon Musk logo após o bilionário comprar o antigo Twitter.
A transação não foi para frente, mas a Truth Social ainda pode fazer transformar-se em um case sucesso para o político de outra maneira, graças a uma fusão aprovada nesta sexta-feira (22).
De acordo com informações do The New York Times, a controladora da rede social, a Trump Media & Technology, irá fundir-se com uma SPAC chamada Digital World Acquisition Corporation e deve incrementar o patrimônio de Trump em cerca de US$ 3 bilhões.
Uma SPAC — ou companhia com propósito especial de aquisição, da sigla em inglês — é uma empresa criada para levantar dinheiro com uma oferta pública inicial de ações, adquirir outro negócio já existente e torná-lo uma companhia de capital aberto.
A estrutura é conhecida lá fora como "IPO do cheque em branco", pois quem coloca dinheiro na operação o faz sem saber, na prática, qual será o destino final do investimento.
No caso da Digital World Acquisition, a fusão permitirá que a companhia de mídia de Trump seja listada no mercado acionário sem precisar fazer seu próprio IPO. Ainda segundo o NY Times, as ações podem começar a ser negociadas já na próxima segunda-feira sob o ticker DJT — as iniciais do ex-presidente.
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Considerando a cotação da SPAC antes do aprovação da fusão, a Trump Media já entrará no mercado avaliada em US$ 5 bilhões. Como Trump é dono de mais de 60% da companhia, seu patrimônio — atualmente em US$ 2,6 bilhões, de acordo com a Forbes — pode aumentar em até US$ 3 bilhões.
Mas o político, que precisa pagar uma multa de US$ 454 milhões até a próxima segunda-feira (25) após perder um processo civil em Nova York, não deve conseguir transformar a participação acionária em dinheiro tão cedo.
Uma das cláusulas da fusão entre as companhias prevê que controladores estarão impedidos de venderem suas ações ou usá-las como garantia para empréstimos por ao menos seis meses.
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