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Varejo ainda não está nos níveis pré-crise imobiliária, mas o Dia dos Solteiros superou as expectativas de vendas

Esqueça o Dia dos Namorados. Na China, a data comemorativa que movimenta o varejo é o Dia dos Solteiros, que ocorre pouco antes da Black Friday, em 11 de novembro. Neste ano, as expectativas eram baixas, já que o país passa por instabilidades econômicas e o mercado está morno. No entanto, as vendas foram melhores do que o esperado.
Claro, os consumidores chineses não voltaram com toda a força dos anos anteriores. Mas o cenário também não foi de terra arrasada.
A gigante Alibaba reportou um “crescimento robusto” em volume bruto de mercadorias e “um número recorde de compradores ativos”. A JD.com também teve boas surpresas: o número de compradores na plataforma aumentou 20% de um ano para o outro.
Nesta semana, ambas as empresas divulgarão os resultados do terceiro trimestre de 2024 – a JD.com na quinta (14) e o Alibaba na sexta (15) –, o que pode dar mais insights sobre o status do varejo chinês.
À CNBC, o líder da divisão de consumo e varejo da Ásia da consultoria McKinsey, Daniel Zipser, declarou que o consumidor parece estar mais propício a comprar nas últimas seis semanas. No entanto, “é difícil prever o que isso significa para o futuro”.
Mesmo que a “Black Friday chinesa” tenha superado a expectativa de muitas marcas, é importante ressaltar que nem todos os setores observaram crescimento.
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O executivo informou que alguns segmentos específicos, como itens para atividades ao ar livre, itens pet e brinquedos “blind box” foram mais queridos neste 11 de novembro.
Uma pesquisa da Reuters estima que as vendas do varejo chinês aumentaram 3,8% em outubro deste ano em relação a um ano antes. Na comparação mensal, isso significa um aumento de 0,6%.
Para o presidente da divisão chinesa da WPP, uma das maiores empresas de comunicação do mundo, Chris Reitermann, muitas multinacionais que vendem produtos de consumo na China seguem cautelosas com o mercado. Ainda assim, algumas delas ainda são bem lucrativas no país, mesmo com a desaceleração do varejo.
Na visão de Reitermann, marcas de alta qualidade, como a Lululemon, podem se sair bem; enquanto marcas de “nível médio” ou premium lutam para manter a participação no mercado. Recentemente, o Seu Dinheiro fez uma reportagem sobre a crise do luxo na China – clique aqui para ler.
Para o executivo, a recuperação da confiança do consumidor é esperada apenas para a segunda metade do ano que vem.
O motivo? Estímulos adicionais do governo devem ser anunciados no primeiro semestre de 2025, segundo indícios do Ministério das Finanças do país.
Desde o colapso da Evergrande em 2021, Xi Jinping está fazendo esforços robustos para levantar a economia chinesa, uma vez que a crise no mercado imobiliário reduziu a riqueza das famílias e fez o consumo desacelerar. Veja aqui alguns dos pacotes já anunciados.
* Com informações da CNBC.
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