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Exportadores de um determinado bem de consumo terão que fazer depósitos de segurança para a alfândega chinesa, como parte de medida antidumping
Xi Jinping não vai "deixar barato" para a União Europeia. Depois de aprovar a taxação de carros elétricos importados da China, agora o bloco vai pagar a conta através dos seus exportadores de conhaque. O governo chinês anunciou que vai cobrar depósitos de segurança das empresas que vendem o bem de consumo, a partir desta sexta-feira (11).
Estes depósitos são uma forma de assegurar que as empresas vão cumprir as leis e regulamentos chineses – incluindo o pagamento de possíveis tarifas antidumping.
No anúncio, as autoridades escreveram que "a relevante indústria chinesa de conhaque tem sido substancialmente prejudicada e ameaçada".
A medida é lida como uma retaliação, já que, em agosto, as autoridades alfandegárias chinesas já tinham decidido não impor medidas antidumping sobre os exportadores de conhaque da União Europeia, mesmo concluindo que eles estavam vendendo a bebida no país com uma margem de até 39%.
Um porta-voz do Ministério de Comércio afirmou, na sexta-feira (04), que a China estava "severamente insatisfeita" com a decisão da União Europeia, alegando que as tarifas são “injustas e irracionais”.
A partir do próximo mês e durante os próximos anos, as montadoras chinesas vão ter que pagar impostos pesados para poderem vender carros elétricos (EVs) na União Europeia. Depois de um longo processo e de votos divididos, a Comissão Europeia aprovou a nova tributação.
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Com isto, as fabricantes de carros da China terão que pagar impostos de até 45%, aumentando significativamente seus custos para estarem no mercado europeu de veículos elétricos.
No total, foram 10 votos a favor, cinco votos contra e 12 abstenções, segundo informações apuradas pela Reuters. A Alemanha, maior economia do grupo e país-sede de empresas como Mercedes-Benz, BMW, Audi e Volkswagen, votou contra a taxação.
Apesar da aprovação dos impostos, a Comissão Europeia disse estar aberta a conversar com o governo chinês para chegar em uma solução alternativa para baixar os preços.
* Com informações de CNBC.
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