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A bolsa de valores japonesa, no entanto, reagiu bem à dança das cadeiras econômica; entenda por que o principal índice de ações de lá subiu mesmo com a confirmação da recessão
A Ásia é conhecida pelos terremotos que, vira e mexe, abalam as estruturas de grandes cidades. Só que dessa vez, o tremor que sacudiu a região foi outro e fez com que o Japão perdesse o posto de terceira maior economia do mundo.
O país reportou dois trimestres consecutivos de contração nesta quinta-feira (15), o que configura tecnicamente uma recessão econômica.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão caiu 0,4% em base anualizada no quarto trimestre de 2023, após uma retração de 3,3% no terceiro trimestre.
O PIB do quarto trimestre veio abaixo das previsões, que apontavam para um crescimento de 1,4%. Em base trimestral, o PIB do Japão caiu 0,1% — a projeção era de alta de 0,3%.
O PIB nominal do Japão cresceu 5,7% em 2023, atingindo 591,48 trilhões de ienes, ou US$ 4,2 trilhões com base na taxa de câmbio média de 2023.
Esse desempenho foi insuficiente para manter o Japão como a terceira maior economia do mundo, fazendo o país perder o posto para um gigante da Europa.
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A Alemanha viu o PIB nominal crescer 6,3% para atingir 4,12 trilhões de euros, ou 4,46 trilhões com base na taxa de câmbio média do ano passado.
O PIB nominal mede o valor da produção em dólares correntes, sem ajuste pela inflação.
O tremor que sacudiu a economia do Japão foi sentido nas bolsas do país, que passaram a subir — o índice de referência Nikkei 225 avançou 0,65% e ultrapassou brevemente a marca de 38 mil pontos na manhã de hoje.
Embora o dado do PIB seja negativo, os investidores acreditam que a leitura econômica fraca pode significar que o Banco do Japão pode adiar a saída da política de longa data de taxas de juros negativas.
O câmbio, por sua vez, continuou oscilando em torno da marca de 150 ienes em relação ao dólar.
*Com informações da CNBC
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