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O avanço foi puxado pelo aumento nas tarifas de electricidade, gás e aluguéis residenciais
Depois de cinco meses seguidos de enfraquecimento, a inflação da Argentina voltou a acelerar em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do país subiu para 4,6% no período, alta de 0,4 ponto percentual ante os 4,2% registrados no mês anterior.
Com isso, os preços acumulam alta de quase 80% neste ano. O percentual é ainda maior, de 271,5%, quando considerados os últimos doze meses.
O avanço foi puxado pelo aumento nas tarifas de eletricidade, gás e aluguéis residenciais. De acordo com o Instituto Nacional de Censos e Estatísticas argentino (Indec), responsável pela divulgação dos dados nesta sexta-feira (12), os gastos com a categoria subiram 14,3% no mês.
Os grupos de restaurantes e hotéis e educação também contribuíram para o resultado de junho com avanços de 6,3% e 5,7% respectivamente, no mês.
Além de quebrar a sequência de cinco meses consecutivos de queda, o resultado do IPC divulgado hoje também marca a primeira aceleração da inflação desde o início do governo de Javier Milei.
O político assumiu a Casa Rosada em 10 de dezembro do ano passado. De lá para cá, ele anunciou diversas medidas para conter o aumento de preços do país.
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A principal marca da gestão do ultraliberal foi a aprovação da Ley de Bases no mês passado. Também chamada de Ley Ômnibus, o pacote consiste em uma série de ações para a desregulamentação da economia argentina.
Em meio às medidas, a inflação desacelerou de um pico de 25,5% em dezembro para 4,2% em maio, menor resultado registrado nos últimos 12 meses.
Com a aceleração de junho, porém, o acumulado em um ano foi a 271,5%. O percentual fica abaixo do pico observado em abril, mas ainda supera o patamar registrado no início de 2024.

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