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As ações da Zealand Pharma subiram forte depois de a empresa ter divulgado o ensaio de um tratamento para doenças hepáticas que ajuda na perda de peso
As ações da Novo Nordisk tiveram um desempenho estelar desde que o Ozempic e o Wegovy, medicamentos até então para diabetes, passaram a ser usados como uma espécie de fórmula mágica do emagrecimento. Eis que nesta segunda-feira (26) uma outra empresa dinamarquesa descobriu a sua joia da coroa farmacêutica e viu seus papéis subirem quase 40%.
As ações da Zealand Pharma dispararam depois de a empresa ter divulgado resultados de um ensaio de um tratamento para doenças hepáticas que tem sido apontado como um potencial concorrente no crescente mercado de medicamentos para perda de peso.
Os papéis da farmacêutica dinamarquesa subiram 35,67% no fim do pregão na Bolsa de Copenhage, em meio ao entusiasmo pelo potencial da empresa no mercado altamente lucrativo da obesidade.
Esse mercado impulsionou a Novo Nordisk a se tornar a empresa mais valiosa da Europa graças ao desenvolvimento do Ozempic e do Wegovy. Várias outras empresas, incluindo Eli Lilly, Roche e AstraZeneca, também estão em uma competição acirrada no setor.
O ensaio de fase 2 do medicamento survodutida mostrou que 83% dos adultos obtiveram resultados positivos para uma forma de inflamação do fígado causada pelo excesso de células de gordura conhecida como “Mash”.
O medicamento demonstrou eficácia em pessoas com obesidade e está atualmente sendo submetido a cinco ensaios de fase 3 em um programa clínico para pessoas com excesso de peso.
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“Os resultados de primeira linha demonstraram uma melhoria no Mash, em todas as doses exploradas no ensaio. O tratamento com survodutida não mostrou problemas inesperados de segurança ou tolerabilidade, inclusive na dose mais alta de 6,0 mg”, disse Michael Novod, chefe da equipe de pesquisa, saudando os resultados da Zealand Pharma como um “vitória inequívoca para a survodutida.”
O lançamento do medicamento no mercado depende de resultados favoráveis de testes em estágio final, mas ainda não está claro para qual dos dois usos o medicamento ganharia liberação primeiro.
Carinne Brouillon, responsável pela unidade farmacêutica humana da Boehringer, parceira da Zealand nas pesquisas, disse à Reuters que espera um lançamento em 2027 ou 2028.
Ela acrescentou que a indústria de diagnóstico está trabalhando em exames de sangue e tecnologia de imagem não invasiva para melhor selecionar os pacientes com Mash para terapia precoce.
“Hoje, as pessoas são diagnosticadas tarde demais... as fases iniciais são assintomáticas e você percebe isso quando já é tarde demais”, disse Brouillon.
*Com informações da CNBC e da Reuters
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