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Os papéis chegaram a entrar em leilão nesta sexta-feira (16) após oscilação máxima permitida pela B3 e aprofundam as perdas desde então
A Zamp (ZAMP3), dona do Burger King no Brasil, levou uma mordida daquelas nesta sexta-feira (16): as ações da empresa despencaram mais de 15% após leilão por oscilação máxima permitida pela B3 — liderando de longe as perdas fora do Ibovespa.
O Goldman Sachs é o responsável por abocanhar a companhia, que també controla o Popeyes no Brasil. O banco rebaixou a recomendação da Zamp de neutra para venda e cortou o preço-alvo para 12 meses de R$ 5,70 para R$ 4 por ação — o que representa um potencial de queda de 16% em relação ao último fechamento.
O Goldman também reduziu a previsão de Ebitda para 2024 para a Zamp em 6%, o que o coloca 15% abaixo do consenso.
Por volta de 14h30, as ações da Zamp caíam 14,29% na B3, cotadas a R$ 4,08. No ano, os papéis acumulam perda de 28% e, no mês, de 18%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Certamente não foi a suculência dos sanduíches que fez o Goldman Sachs tirar um pedaço da dona do Burger King, resultando nas fortes perdas das ações.
O banco enxerga um ambiente difícil em relação ao poder de precificação e ao crescimento da área para a criação de valor em longo prazo no setor de hambúrgueres no Brasil.
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"Persistentes desalinhamentos de preços, após aumentos agressivos no primeiro semestre de 2023, continuam colocando o Burger King em uma posição de difícil competição em meio a fundamentos macro suaves”, diz o Goldman em relatório.
Para restaurar a lucratividade do portfólio, o banco acredita que a administração da Zamp precisará conter temporariamente o crescimento da área.
O Goldman Sachs reconhece o histórico da diretoria da Zamp em turnarounds, mas reforça que esses desafios surgem enquanto a concorrente Arcos Dorados, dona do McDonald’s, está apresentando o momento operacional mais forte desde 2017.
De acordo com cálculos do Goldman, a Zamp é negociada com um prêmio de 3% sobre a Arcos Dourados — mas a superioridade dos ganhos da dona do McDonald’s fará com que ela seja negociada com um prêmio relativo em 12 meses.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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