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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

FOCO NO ORGÂNICO

Raízen (RAIZ4): CEO diz por que empresa está há mais de três anos sem fazer grandes aquisições — e deve continuar assim

Em evento, Ricardo Mussa avaliou que atualmente não há “nenhum grande benefício” para ir a mercado em busca de novas aquisições

Camille Lima
Camille Lima
11 de setembro de 2024
13:24 - atualizado às 14:19
Ricardo Mussa, CEO da Raízen (RAIZ4)
Ricardo Mussa, CEO da Raízen (RAIZ4) - Imagem: Reprodução/LinkedIn

O mundo vivenciou um movimento acelerado de fusões e aquisições (M&As) e de parcerias no setor de energia nos últimos meses, especialmente em meio à corrida pela transição energética. Mas se depender da Raízen (RAIZ4), o mercado brasileiro ficará a ver navios no que diz respeito a novas compras.

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Apesar de já somar três anos sem novas idas às compras, o CEO Ricardo Mussa avalia que atualmente não há “nenhum grande benefício” para ir a mercado em busca de M&As.

“A gente não está olhando para M&As. No negócio de energia, estamos lidando com gigantes do outro lado, então a escala é importante. Mas hoje eu não vejo nenhum grande benefício”, afirmou Mussa, durante painel em evento do Bradesco BBI. 

“Agora, o nosso foco está em cortar custos e olhar sinergias com outros parceiros para tornar a nossa cadeia mais competitiva”, acrescentou.

Uma das maiores produtoras de biocombustíveis do mundo e a maior produtora de etanol de cana, a Raízen fechou sua última aquisição há mais de três anos, quando abocanhou a Biosev por R$ 3,6 bilhões em fevereiro de 2021.

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O negócio abrangeu a compra de nove unidades da Biosev, com capacidade total de moagem de 32 milhões de toneladas de cana, localizadas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, além de 280 mil hectares de cana.]

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Como andam as finanças da Raízen (RAIZ4)

Em meados de agosto, a Raízen (RAIZ4) anunciou um resultado acima do esperado para o primeiro trimestre da safra 2024/2025.

O lucro líquido da empresa formada a partir da joint venture entre a Shell e o Grupo Cosan (CSAN3) subiu 58,8% no comparativo com o mesmo intervalo do ano anterior, para R$ 1,065 bilhão.

Um dos destaques do balanço da Raízen foi o crescimento da produção de etanol de segunda geração (E2G), que mais que dobrou na comparação com o trimestre do ano passado, a 16,2 mil metros cúbicos (m³).

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Veja outros destaques do balanço:

  • Ebitda: R$ 4,711 bilhões (+14% a/a)
  • Ebitda ajustado: R$ 2,313 bilhões (-29,1% a/a)
  • Dívida líquida da companhia: R$ 31,59 bilhões (+7,6% a/a)
  • Alavancagem: 2,3x dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses

Segundo o CEO Ricardo Mussa, os resultados do primeiro trimestre refletiram a sazonalidade do período e estão em linha com o guidance para o ano, com expansão de receita, formação de estoques com maior valor agregado e do lucro líquido, com foco na disciplina de capital e excelência operacional.

No fim do mês passado, no entanto, a Raízen teve a produção afetada por incêndios nos canaviais no estado de São Paulo, que resultaram em um impacto de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar própria e de fornecedores. 

O valor representa 2% do total previsto na safra 2024/25.

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*Com informações do Money Times.

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