NuCel não ‘assusta’ a Vivo? Goldman Sachs eleva preço-alvo para Telefônica Brasil (VIVT3), mesmo com mercado mais competitivo
Aumento das margens e redução de capital anunciada no capital fizeram o banco norte-americano ficar mais otimista com a empresa de telecomunicações

Mesmo em um mercado de telecomunicações mais competitivo, com o lançamento da NuCel (operadora de telefonia móvel do Nubank), o Goldman Sachs está confiante para as perspectivas futuras da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo.
Após um balanço bem avaliado no terceiro trimestre de 2024, o banco norte-americano elevou o preço alvo de VIVT3 para R$ 58, ante os R$ 56 anteriormente projetados.
A atualização das estimativas também considerou mudanças no cenário macroeconômico e no câmbio. A estimativa do Goldman Sachs representa uma alta de pouco mais de 9% em relação ao fechamento da véspera.
Na visão dos analistas, o aumento das margens (ocasionado por efeitos pontuais, mas também por redução em despesas de serviços) compensou o custo de capital ligeiramente maior durante o 3T24.
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Além disso, o anúncio da redução de capital no valor de R$ 2 bilhões, anunciado na semana passada, fez com que o Goldman Sachs projetasse dividendos na casa dos 8% para o ano fiscal de 2025.
Vale lembrar que a redução ainda precisa ser aprovada pelos acionistas, em assembleia que acontecerá no dia 18 de dezembro.
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Segundo o fato relevante enviado pela companhia ao mercado, a operação visa aprimorar a estrutura de capital da Telefônica.
De acordo com a empresa, a redução permitirá a "flexibilização da alocação de seu capital, gerando equilíbrio entre sua necessidade de recursos e a geração de valor aos seus acionistas".
O banco reforça que não considerou possíveis mudanças no regime regulatório da telefonia fixa para atualização do preço-alvo. Ademais, também aponta alguns potenciais riscos para a ação, como impostos, aprovações regulatórias e a competitividade no mercado de telecomunicações.
Inovações na Telefônica Brasil
A Telefônica tem investido em novas iniciativas além da telefonia. Em junho, por exemplo, a empresa lançou dois novos produtos focados em crédito e empréstimo pessoal, como a parcela Pix e a antecipação do saque aniversário do FGTS.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Leandro Coelho, diretor da Vivo Fintech, afirma que a operação financeira surgiu após a empresa identificar o potencial da base de dados e de clientes que já consomem os produtos tradicionais de internet e telefonia.
“Percebemos que na Vivo temos alguns ‘assets’ únicos. Temos uma base de mais de 100 milhões de acessos móveis, 22 milhões de usuários únicos no aplicativo da Vivo e mais de 1.800 lojas espalhadas pelo Brasil. Se nos compararmos com as empresas varejistas, a Vivo seria uma das maiores varejistas do país”, afirma o diretor da companhia. Confira a entrevista completa.
Ainda dentro da estratégia de diversificação de receita, a Vivo também atua em outras frentes além da financeira. Em 2020, por exemplo, criou uma joint venture com a Ânima Educação com foco em educação continuada.
Em junho deste ano, a empresa também marcou sua estreia no mercado de energia com a GUD Energia, uma joint venture que vai atuar na comercialização de energia renovável para clientes B2B. No entretenimento, oferece serviços de vídeo e música, além de contar com um marketplace com serviços de saúde e bem-estar, o Vale Saúde.
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