Não aposte contra a Nvidia: Para investidor do ‘Big Short’, seria insano apostar na queda da ação da gigante dos chips de inteligência artificial
Conhecido por fazer fortuna na crise de 2008 com apostas short, Steve Eisman afirma que investidores que operam vendidos nas big techs como a Nvidia têm um "desejo de morte"

Uma das máximas do mercado financeiro é “jamais aposte contra o dólar”. Mas para um dos maiores investidores dos Estados Unidos, agora o lema deveria ser adaptado para jamais apostar na derrocada das ações da Nvidia em Wall Street.
Conhecido por fazer fortuna durante a crise da bolsa de valores de 2008 por meio de apostas short — isto é, que apostam na queda de um ativo — contra títulos lastreados em hipotecas subprime, Steve Eisman afirma que operar vendido em Nvidia é “insanidade”.
Diretor administrativo da Neuberger Berman e inspiração para o filme “A Grande Aposta”, Eisman afirma não existir fundamento para estar massivamente apostando na queda de papéis como os da gigante dos chips de inteligência artificial.
Em entrevista à Bloomberg TV, Eisman afirma que os investidores que operam vendidos nas big techs como a Nvidia têm um "desejo de morte".
“Vender uma ação apenas porque você acha que ela é cara é um desejo de morte. Você tem que ter uma razão fundamental para vender uma ação”, afirmou.
“A Nvidia é cara? Sim, mas os lucros triplicaram”, disse, ao destacar que possui “muitos” papéis da companhia.
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As ações da Nvidia e os vencedores da inteligência artificial
Segundo o gestor de fundos de hedge, a inteligência artificial deve impulsionar as maiores empresas de tecnologia do mundo — e atuais vencedores da corrida pela inteligência artificial, como a Nvidia, provavelmente serão as empresas vitoriosas no longo prazo.
“Você precisa deter ações de big techs e large techs”, acrescentou.
Na previsão do gestor, o surgimento das tecnologias de IA impulsiona o “maior ciclo de atualização da história” no que diz respeito à busca por smartphones e computadores.
Afinal, a população é quase que forçada a comprar novos aparelhos eletrônicos caso queira usar as funcionalidades de IA.
“Os vencedores óbvios são a Nvidia e o que eu chamaria de ‘vendedores de armas'. Além disso, você tem a Microsoft, Amazon, Meta, Google e Oracle, que têm grandes negócios de nuvem e de banco de dados. Depois, nós veremos”, projetou o gestor.
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O futuro reserva uma nova bolha?
Na avaliação de Eisman, apesar dos temores dos investidores, não há indícios de que o futuro reserve uma nova crise — ou o estouro de uma nova bolha.
“Eu previ o fim do mundo uma vez, foi bem horrível para todo mundo. Não tenho interesse em prever isso de novo, e não há dados que digam que isso vai acontecer, então devemos seguir em frente.”
Para o investidor, a economia dos Estados Unidos está bem e não há motivos para estar “muito vendido” atualmente.
“A economia está bem. Está desacelerando um pouco, claro. As inadimplências estão aumentando entre os consumidores, ok. Mas não há nenhum fundamento para que haja shorts massivos.”
Eisman também descarta grandes preocupações sobre o mercado imobiliário comercial e o déficit fiscal dos Estados Unidos.
Isso porque, na avaliação do gestor, a situação da dívida imobiliária “simplesmente não é um problema sistêmico”, uma vez que apenas 40% desses débitos são detidos por bancos e que uma parcela pequena é detida pelas grandes instituições financeiras.
Ou seja, apenas os bancos regionais possivelmente enfrentem algum “risco significativo”.
Já sobre os temores sobre o aumento da dívida norte-americana, Eisman afirma que “cada palavra que as pessoas estão dizendo sobre o déficit hoje foi dita nos últimos 40 anos”.
O gestor ainda prevê com "100% de certeza” que Donald Trump vencerá as eleições presidenciais de novembro nos EUA.
*Com informações de MarketWatch e Bloomberg.
Conteúdo Empiricus
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