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O conselho de administração da estatal elegeu Jerônimo Antunes, conselheiro independente, como novo presidente do comitê de auditoria estatutário
Após o fechamento dos mercados na noite passada, a Petrobras (PETR4) anunciou na sexta-feira (2) uma reforma no comitê de auditoria estatutário (CAE), com mudanças não só no comando do CAE, como também no regimento interno que escolhe os integrantes desse grupo.
O conselho de administração da estatal elegeu Jerônimo Antunes — hoje conselheiro independente da companhia — para a presidência do CAE, em um mandato de três anos.
Antunes entra como substituto do conselheiro independente Francisco Petros — cujo mandato como presidente estava previsto para terminar apenas em abril de 2025.
A companhia não informou o motivo da destituição antecipada de Petros, mas afirmou que Antunes atende “integralmente” aos requisitos para ocupar a posição e possui o “currículo mais aderente à função dentre todos os membros do conselho de administração”.
O novo presidente do CAE foi indicado e eleito por acionistas minoritários e é professor doutor de contabilidade da Universidade de São Paulo (USP).
O executivo já atuou em conselhos de administração e em comitês de auditoria, incluindo da Petrobras, da Eletrobras (ELET3) e da Vibra (VVBR3).
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Vale destacar que o CAE tem como objetivo ajudar o conselho da Petrobras na análise e supervisão de questões como as demonstrações financeiras, a atuação dos auditores independentes e internos e a adequação das ações de prevenção e combate à fraude e corrupção.
A Petrobras (PETR4) ainda anunciou pequenas alterações no regimento interno do CAE.
Segundo a empresa, o documento foi alterado para destacar a exigência de que o comitê seja composto por maioria de membros independentes — sejam esses integrantes internos (conselheiros) ou externos, considerando o papel de “assessoramento técnico ao conselho de administração”.
“A maioria dos membros do CAE deverá ser escolhida entre os membros independentes do Conselho de Administração ou dentre os membros externos do Comitê e que atendam aos critérios de independência”, escreveu a empresa, no regimento.
Além disso, deverá ser “expressamente declarado nas atas das reuniões do conselho de administração que os elegerem”.
A empresa ainda revisou a composição dos comitês de assessoramento do conselho de administração, de olho na entrada de novos membros no colegiado.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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