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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O IMPACTO DO MRV DAY

MRV (MRVE3) corta projeção de lucro líquido e ações viram para queda na B3; confira o novo guidance da construtora 

A nova previsão é que a operação core da companhia, a divisão de incorporação brasileira que reúne as marcas MRV e Sensia, registre um lucro líquido de R$ 700 milhões a R$ 850 milhões em 2025

Larissa Vitória
Larissa Vitória
15 de março de 2024
15:52 - atualizado às 16:12
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo
MRV - Imagem: Divulgação

Confirmando os temores do mercado — que já havia especulado no início do ano um possível corte no guidance e penalizado as ações — a MRV (MRVE3) confirmou nesta sexta-feira (15) que reduziu as projeções para 2025, cortando o teto da estimativa para o principal indicador financeiro da construtora.

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A nova previsão, divulgada na tarde de hoje durante o MRV Day 2024, é que a operação core da companhia, a divisão de incorporação brasileira que reúne as marcas MRV e Sensia, registre um lucro líquido de R$ 700 milhões a R$ 850 milhões em 2025.

Vale relembrar que, no MRV Day do ano passado, realizado em fevereiro, a previsão era que o segmento lucrasse de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão e contribuísse para que o resultado consolidado do grupo ficasse entre R$ 1,3 bilhões a R$ 1,6 bilhões no período.

Com o ajuste nas projeções, as ações da MRV, que chegaram a subir mais de 3% antes do início do evento, inverteram o sinal. Por volta das 16h, os papéis recuavam 1,09%, a R$ 8,14.

Confira os outros destaques do novo guidance da companhia:

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“Ano passado fizemos um turnaround importante, os indicadores voltaram para o patamar pré-covid. E a estratégia, que antes era de crescimento, agora é de voltar a gerar valor em todas as subsidiárias, principalmente na MRV”, afirma Rafael Menin, copresidente do grupo.

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Já no caso da Luggo, focada em aluguel residencial, e a Urba, de loteamentos residenciais e comerciais, os principais objetivos são alcançar uma geração de caixa positiva e lucro neutro.

Na Resia, incorporadora norte-americana da MRV, Menin conta que há uma regra de ouro: não queimar caixa. “Não irá capital da MRV Brasil para a Resia e a expectativa é gerar caixa neste ano. Essa companhia terá muito valor para capturar quando começar a queda de juros dos EUA”, afirma ele.

MRV (MRVE3) cumpriu quase todas as promessas para 2023, mas queimou mais caixa que o previsto

Além das previsões para o futuro, a diretoria da MRV também comentou o resultado do ano anterior. Ricardo Paixão, diretor financeiro da companhia, destacou que foram cumpridos três dos quatro itens prometidos em 2023:

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  • Receita operacional líquida: R$ 7,2 bilhões (guidance de R$ 6,6 bi a R$ 7,2 bi)
  • Margem bruta: 22,7% (guidance de 22% a 24%)
  • Dívida líquida/Patrimônio Líquido: 45% (guidance de 54% a 58%)

A companhia passou longe, no entanto, de alcançar a projeção para a geração de caixa, que ia de zero a R$ 200 milhões. O resultado ao final de 2023 foi uma queima de R$ 201 milhões.

De acordo com Paixão, parte da queima é explicada por desembolsos com um parcela do banco de terrenos, ou landbank, adquirido antes da pandemia de covid-19, e que superam o tamanho atual da operação.

“Nós vínhamos em uma linha de crescimento, uma MRV expansionistas, e a primeira preparação para esse contexto foi o landbank. Agora estamos pagando pelos terrenos que compramos lá atrás”, citou o CFO.

O indicador foi afetado ainda pelo Percentual de Conclusão (POC) médio das vendas, que ficou abaixo do estimado pois houve uma concentração maior que a planejada em comercialização de lançamentos.

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