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A construtora, líder de mercado na região Nordeste, reportou ontem que o lucro líquido disparou 230% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado
Quem vê o desempenho das ações da Moura Dubeux (MDNE3) nesta quinta-feira (14) pode achar que o balanço do quarto trimestre da construtora está repleto de problemas. Afinal os papéis caíam forte, cerca de 3,9%, por volta das 12h.
Mas esse não foi é o caso, ao menos segundo os analistas de duas casas: Genial e XP avaliaram como positivos os números da companhia e esperavam uma reação neutra do mercado. Além disso, ambas reiteraram a recomendação de compra para os papéis.
Vale relembrar que a construtora, líder de mercado na região Nordeste, reportou ontem que o lucro líquido disparou 230% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, para R$ 33,7 milhões. No consolidado anual, a alta foi mais modesta, de 48,1%, a R$ 155,6 milhões.
Já a margem líquida, um indicador importante para o setor pois releva qual é a porcentagem de lucro em relação às receitas da Moura Dubeux, terminou o ano em 13,5%, praticamente estável ante os 13,1% registrados em 2022.
Para a XP, outro destaque do balanço foi a margem bruta mais forte que a esperada e que "impressionou" ao alcançar os 35,6% no 4T23, alta de 7,7 pontos percentuais ante o mesmo período do ano anterior e 2,1 p.p. acima do previsto pela corretora.
Já a Genial avalia que a Moura Dubeux segue demonstrando "consistência e paciência de um atleta" ao evitar colocar um número excessivo de projetos no mercado. Para os analistas, a aceleração dos lançamentos poderia ser um "tiro no pé em alguns anos, como já aconteceu com outras construtoras".
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Caso a administração siga por essa linha, a corretora espera que a companhia complete um ciclo de projetos pós-IPO com a alavancagem controlada, mantendo-se abaixo de 20% na relação entre a dívida líquida e o patrimônio.
Nesse cenário, os analistas afirmam acreditar que as ações da Moura Dubeux seguem muito mal precificadas e mantiveram a recomendação de compra, "devendo uma atualização de preço-alvo", atualmente em R$ 9 por papel.
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