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Companhia de energia conclui processo de entrega de títulos e debêntures aos credores no Brasil e no exterior
A Light (LIGT3) anunciou a conclusão do processo de entrega no Brasil e emissão no exterior dos títulos e debêntures aos credores da companhia de energia.
“Com isso, seis meses depois de homologado, o plano de recuperação judicial da empresa está em vias de ser concluído, seguindo todos os ritos, prazos e compromissos assumidos com os credores”, afirmou a companhia em nota divulgada ao mercado.
A partir de agora, os credores da Light terão a possibilidade de voltar a negociar seus papéis, uma etapa relevante do seu processo de reestruturação, segundo a empresa.
A estimativa da companhia é de que os debenturistas estarão liberados para negociar seus créditos da Light a partir desta segunda-feira (23), sujeito à conclusão dos trâmites operacionais e do sistema de negociação aplicáveis no Brasil e no exterior.
No mês de novembro, o Tribunal de Falências dos Estados Unidos aprovou o pedido de reconhecimento do plano de recuperação judicial da Light no país.
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Com a aprovação, a empresa passa a poder aplicar, nos Estados Unidos, as medidas de reestruturação de dívidas aprovadas no processo de recuperação judicial no Brasil.
Um mês antes, a companhia já havia recebido a aprovação do “scheme of arrangement”, uma espécie de recuperação judicial da companhia perante a High Court of Justice da Inglaterra e do País de Gales, no Reino Unido.
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O processo de recuperação judicial da Light teve início em maio deste ano, quando a companhia enfim homologou a ação na 3ª Vara Empresarial da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Na época, a empresa, que tem sede na capital fluminense, havia reportado uma dívida de R$ 11 bilhões.
Com o plano de recuperação judicial, a Light determinou a injeção de novos recursos na empresa de, no mínimo, R$ 1 bilhão e, no máximo, R$ 3,7 bilhões.
Apesar do processo ter iniciado em maio, os termos foram acordados com os principais credores e detentores de títulos (bondholders) da Light no mercado internacional em maio de 2024.
Porém, para que os termos acordados fossem implementados no exterior, a Light dependia da instauração de procedimentos em outras jurisdições internacionais.
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