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As ações da produtora de alimentos subiram quase 3% em reação ao novo guidance para 2024 e ficaram entre as maiores altas do Ibovespa
Nas últimas semanas, a JBS (JBSS3) já vinha servindo um verdadeiro banquete aos investidores na B3 depois que as ações acumularam forte alta no ano. Agora, o mercado reage de forma positiva ao novo guidance (projeção) divulgado ontem e que mostra a gigante de alimentos com fome para crescer.
As novas estimativas de receita e Ebitda fazem com que os papéis JBSS3 operem entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira (17).
Por volta das 13h02, as ações subiam 2,77%, a R$ 34,52. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,37%, aos 134.548,61 pontos. No ano, a JBS acumula alta de quase 40% na B3. Os papéis da produtora de alimentos fecharam em alta de 2,14%, a R$ 32,31. Já o Ibovespa fechou em queda de 0,23%, aos 134.805,67 pontos.
A reação positiva ao novo guidance também vem acompanhada de novas projeções do Goldman Sachs, BTG Pactual e Santander, que elevaram o preço alvo para JBSS3.
De acordo com o novo guidance, a JBS (JBSS3) estima que registrará uma receita líquida de pouco mais de R$ 409 bilhões para 2024, o que representaria uma alta de 12% em relação ao ano anterior.
Já a projeção para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado vai de R$ 33,4 a R$ 36,2 bilhões. Ou seja, se concretizado a expectativa, a companhia deve apresentar uma alta de ao menos 95% na comparação com 2023.
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Embora inesperado, o novo guidance foi uma surpresa positiva, principalmente em relação à nova projeção de Ebitda, na visão dos analistas do BTG Pactual. “Isso indica que a JBS antecipa um segundo semestre particularmente forte do ano”, afirmam.
“Com base em nosso modelo atual, a JBS está sendo negociada a um rendimento de FCF [fluxo de caixa livre] de 12% para 2024. No entanto, ajustando a orientação da empresa, o rendimento de FCF sobe para 12,6% na extremidade inferior, 13,8% no ponto médio e 15,1% na extremidade superior”, diz o banco de investimentos.
Para o BTG, os números são altamente atraentes e reforçam a expectativa de que o forte impulso de lucros da JBS deve persistir por pelo menos mais alguns trimestres.
Diante desse cenário, a ação da JBS continua sendo a favorita do banco no setor de alimentos, que mantém a recomendação de compra para os papéis. Já para Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3), a recomendação ainda é neutra.
Os analistas do Santander também reforçaram a recomendação outperform, equivalente a compra, para os papéis da JBS. Na visão do banco, o novo guidance confirma um forte impulso de lucros devido aos preços mais baixos de commodities, depreciação do real e o aumento no fornecimento de proteína em meio a um cenário de forte consumo.
O Santander também elevou o preço-alvo para as ações JBSS3 de R$ 45 para 49 — o equivalente a uma alta de 46% em relação ao fechamento anterior.
“Estamos aumentando nossas estimativas de Ebtida em aproximadamente 10% para R$ 34,4 bilhões, 7% acima do consenso, enquanto aumentamos nosso fluxo de caixa livre para o patrimônio líquido estimado em 25% para R$ 10,5 bilhões, indicando que a JBS está agora negociando com um rendimento atrativo de 14% do FCFE para 2024”, afirma o banco.
Os analistas do Goldman Sachs elevaram o preço-alvo de R$ 39,90 para R$ 40,30, motivados pela expectativa de um Ebitda mais alto. O potencial de valorização representa uma alta de 20% em relação ao preço da ação no fechamento anterior (R$ 33,59). Os analistas também mantiveram recomendação de compra para os papéis da JBS.
Na visão do banco, no entanto, ainda existem alguns riscos para as ações. Entre eles, a volatilidade cambial; queda cíclica mais longa do que o esperado nos Estados Unidos; deterioração macroeconômica e demanda global mais fraca do que o esperado por proteína; e concorrência dentro do Brasil em alimentos processados.
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“Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.
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