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Com perspectivas de recuperação e dividendos potenciais, IRB Re é um dos destaques da bolsa nesta quinta-feira (26)
Depois de dois dias de pausa devido às festividades de Natal, a bolsa brasileira pode até registrar poucas variações nesta quinta-feira (26). No entanto, uma ação se destacou logo após o retorno do feriado, liderando as maiores altas do Ibovespa: o IRB (IRBR3).
Por volta das 15h, os papéis da resseguradora operavam em forte alta de 11,35%, a R$ 42,87. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,42%, aos 121.274,06 pontos. No ano, no entanto, as ações IRBR3 ainda acumulam queda de 13,09%.
O IRB vale R$ 3,54 bilhões na bolsa, uma fração do que já chegou a valer até a revelação de inconsistências contábeis no balanço, no início de 2020. Mas depois de um longo processo de reestruturação, a empresa parece ver dias melhores à frente.
A alta de hoje pode ser explicada por recentes relatórios sobre a ação. O BTG Pactual, por exemplo, tem as ações da resseguradora como uma das principais apostas para 2025.
No caso do BTG, os analistas afirmaram, em relatório divulgado na última segunda-feira (23), que a resseguradora deve ser um dos nomes que pode se destacar em um cenário de juros elevados. Vale lembrar que o Boletim Focus, que compila as principais projeções financeiras do mercado, apontou que a Selic pode chegar a 14,75% no final de 2025.
Além disso, os papéis do IRB Re devem chegar com um desconto relativamente bom em 2025, após as ações recuarem cerca de 15% nos últimos 12 meses, na contramão em relação às demais seguradoras. A cereja do bolo para o BTG Pactual é a potencial volta do pagamento de dividendos no ano que vem, algo que ainda não foi confirmado.
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Esse otimismo se reflete na recomendação de compra para os papéis do IRB. Os analistas definiram um preço-alvo de R$ 56,50, o que representa um potencial de valorização de 50,3% para as ações IRBR3 em relação ao fechamento anterior.
Segundo os analistas, o IRB teve um 2024 positivo, com melhoria de resultados mesmo com as enchentes no Rio Grande do Sul, que impactaram os mercados de seguros.
Vale lembrar que o IRB não teve um caminho fácil na bolsa brasileira nos últimos anos, principalmente após a fraude revelada em 2020 que levou a uma derrocada das ações.
Na visão do Citi, por exemplo, a resseguradora está "melhorando trimestre após trimestre" e 2025 pode ser um ano ainda melhor, à medida que intensifica o crescimento e começa a gerar mais capital. No terceiro trimestre de 2024, os resultados do IRB foram considerados sólidos, com lucro líquido de R$ 115,9 milhões entre julho e setembro, uma alta de 142,8%.
Já no segundo trimestre, a resseguradora reportou lucro líquido de R$ 65 milhões. O resultado, apesar de representar uma queda de 17% em relação ao trimestre anterior, mostrou resiliência perante a tragédia, o que foi interpretado como positivo.
Essa resiliência ainda trouxe bons frutos para as ações da companhia na bolsa. Em agosto, deste ano, por exemplo, foram o grande destaque no Ibovespa, saltando 64% no mês.
Além disso, a agência de classificação de risco AM Best revisou a perspectiva da companhia de “negativa” para “estável”, mantendo a nota de força financeira em A- (excelente) e a classificação de crédito de emissor de longo prazo em “a-” (excelente).
Em comunicado sobre a revisão, a AM Best afirmou que a decisão foi motivada pela expectativa de que os balanços patrimoniais da empresa permaneceriam em níveis mais fortes, apoiada por uma tendência de melhoria no seu desempenho operacional.
Após a fraude contábil revelada nos resultados financeiros da empresa em 2020, o IRB vem implementando melhorias operacionais e segue em trajetória de recuperação.
Naquele ano, a gestora Squadra Investimentos publicou uma carta com uma análise sobre o balanço da empresa do 3T19 e calculou que, sem a ajuda de itens considerados extraordinários, a companhia na verdade teve um prejuízo de R$ 112 milhões no período.
Meses após a divulgação da carta, o IRB confirmou a existência de inconsistências contábeis e precisou passar por duas capitalizações. Como resultado, as ações da resseguradora desabaram e ainda acumulam perdas de mais de 90% desde então na B3.
Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro
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